Primeiro e-reader nacional previsto para junho de 2010

Eduardo Melo, em 03/08/2009

Primeiro e-book reader nacional. Já imaginou ter um reader bom e brasileiro? Que revolução.

Primeiro e-book reader nacional. Já imaginou ter um reader bom e brasileiro? Que revolução.

Por Eduardo Melo

Apareceu em um fórum do Mobileread a notícia do primeiro e-book reader com software 100% brasileiro e usando tecnologia e-ink – idêntica ao Kindle e Sony Reader. Chamado de MIX LEITOR D, deve ser lançado em junho de 2010 pela Carpe Diem Edições e Produções. Será que é quente mesmo? De acordo com a pessoa que postou naquele fórum, as especificações do aparelho seriam as seguintes:

- Preço entre R$650 (modelo básico) e R$1.100 (modelo Premium).
- Tela e-ink de 6″, peso 400g, 1GB de capacidade no modelo básico e 4Gb no modelo premium.
- Conexão à Internet (provavelmente wi-fi, diz o post), direcionada a um portal para compra de livros, mas também capaz de navegar em bibliotecas de domínio público.
- Um teclado em português completo, semelhante ao do Kindle, com alguns botões extras aqui e ali.
- Uma funcão quiz, com botões específicos (“A, B, C, D e E” e “V-F”), igual as opções de provas de vestibular e concursos;
- Além disso, permitiria anotar comentários e fazer buscas;

Se o aparelho fizer tudo que promete, vai sacudir o mercado editorial aqui no Brasil. Mesmo sendo caro – convenhamos, R$ 1.100 é caro pra caramba. E R$ 650,00 por um “modelo básico”… básico deve ser “sem wi-fi”, porque só a diferença de memória não justificaria R$ 450,00 de diferença entre um e outro.

Aquela função quiz… parece perfumaria. Mas dá verossimilhança à notícia, porque algo assim só pode ter saído da cabeça de um brasileiro.

Bem, se tiver wi-fi então, vai ser um espetáculo. O teclado é bem-vindo, assim como a função de anotar e pesquisar no aparelho, extremamente úteis e que fazem falta nos aparelhos da Sony. Um aparelho com essas funções fica em pé de igualdade ao Kindle.

A grande questão é a suposta loja aonde vão direcionar os leitores… se houver a possibilidade de ler e carregar arquivos de outras lojas, como permite o aparelho da Sony, será ótimo. Agora, se for como o da Amazon, que só permite ler os livros vendidos pela própria empresa, será uma grande furada… o fato de poder acessar livros de “bibliotecas de domínio público” dá esperança de que o aparelho aceite arquivos de outras fontes.

A pergunta que não quer calar é a seguinte: que formatos seriam lidos nesse aparelho? Só PDF e TXT, ou vamos ter o ePub em ação? Seria um começo com pé direito mesmo, para o mercado editorial do Brasil, se o primeiro e-reader nacional já viesse lendo livros no padrão internacional do IDPF.

Vamos ver se essa novidade é real mesmo, ou só um boato. Se alguém da empresa ver esse post, ei! Queremos saber mais detalhes. Um e-reader brasileiro será a novidade editorial do ano em qualquer ocasião.

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Comentários (12)

Tarcisio Cavalcante

4 / 08 / 2009 - 10:37    


A, B, C, D, E e F-V, será que estão pensando em usá-lo em vestibulares e concursos??

Eduardo Melo

4 / 08 / 2009 - 18:32    


Provavelmente… alguma empresa que ganha dinheiro com concursos deve estar investindo nesse aparelho…

Coutinho

4 / 08 / 2009 - 19:34    


http://www.leitord.com.br/

Vanessa

5 / 08 / 2009 - 15:55    


Adorei a notícia!!! Finalmente lembraram do Brasil!!! Tomara que seja verdade!
A bateria do meu mp4 já não aguenta mais por causa dos ebooks que ando lendo!!!
Nem preciso dizer que já sou uma futura compradora.


[...] Primeiro e-reader nacional previsto para junho de 2010 – Um e-reader nacional pretende entrar na guerra do ebook aqui no Brasil. [...]


[...] mas na lógica é o que aconteceria. Principalmente porque já correm pela web rumores de um e-reader fabricado no Brasil, com preço mais “acessível”. A tendência, logicamente, é que o preço caia conforme os anos [...]

Everaldo Costa

25 / 11 / 2009 - 15:22    


Bom, não vejo a hora de ter um aparelinho desses, mas acho difícil que les sejam um sucesso como foram os mp3 players aqui no Brasil, até porque muitos brasileiros acha caro pagar R$50,00 num livro, quanto mais todo o preço que vem sendo anunciado pelos e-readers. Mas acredito e aguardo a entrada de nossos amigos chineses na disputa, e vocês já sabem o que les fazem, né?

Eliana Freire

29 / 12 / 2009 - 8:09    


Eu queria saber se os e-readers só dão acesso a livros em inglês ou se há títulos disponíveis em outras linguas também. Alguém sabe me responder?

Eduardo Melo

29 / 12 / 2009 - 8:28    


Todos eles permitem que você carregue livros em português, ou em outras línguas. Depende do aparelho – alguns aceitam mais “formatos” de livros, que os outros.

Eliana Freire

29 / 12 / 2009 - 8:34    


Muito obrigado

danielcamoes

26 / 01 / 2010 - 14:11    


Já nasceu morto , obsoleto , resumindo esquece, os estrangeiro estão muito na frente , e quanto ao preço logo o imposto de importação destes produtos será retirado ( já ganharam liminar na justiça , pois é considerado como livro ,e incentivo a cultura ). o mais interessante nesses aparelhos , o que nimguem tem coragem de falar é que eles podem ler livros piratas baixados da internet.

Be Szpilman

27 / 01 / 2010 - 10:17    


Realmente difícil competir com os chineses nos aparelhos.

Quanto a baixar livros piratas, bom, isso não se fala porque nem precisa-se falar. Cada um que se entenda com seus piratas e sua conciência. Desde um bom tempo estou completamente “limpo” neste aspecto. Meus valores agradecem.

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