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O lugar mais desenvolvido do mundo, livro de Augusto de Franco

Nesse livro originalmente escrito em 2004, Augusto de Franco reflete sobre nossa vida em comunidade e o que podemos fazer, de prático, para mudar o mundo que está ao nosso redor.

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Trecho do livro

Apresentação

No Brasil e em vários países do mundo está surgindo uma nova maneira de combater a pobreza:

Ao invés de ofertar recursos, investir nas capacidades permanentes das pessoas e em ambientes sociais favoráveis.

Ao invés de executar políticas assistencialistas e clientelistas, promover o desenvolvimento humano e social sustentável.

A invés de ficar esperando tudo do Estado, construir parcerias entre indivíduos e organizações da sociedade civil, empresas e governos, em todos os níveis, para executar programas inovadores de investimento em capital humano e em capital social.

Ao invés de agir setorialmente para satisfazer necessidades das populações, apostar nos ativos que toda comunidade possui.

Ao invés de partir de diagnósticos burocráticos de carecimentos e ficar lamentando a falta de recursos orçamentários, partir do mapeamento das potencialidades que já existem em estado latente e podem ser dinamizadas, alavancando novos recursos.

Ao invés de ficar esperando que alguém, de cima ou de fora, venha resolver os problemas de uma localidade, exercer o protagonismo comunitário, tomar iniciativas, agregar competências e assumir responsabilidades para promover o desenvolvimento local.

É uma nova onda que vem se avolumando nos últimos anos: a onda do desenvolvimento local.

Ela pode alterar profundamente a forma de atuação de governos, empresas e organizações da sociedade civil, aumentando a eficiência, a eficácia e a efetividade das ações de combate à pobreza.

Os programas tradicionais de combate à pobreza não conseguem acabar com a pobreza. Na sua grande maioria esses programas se alimentam da pobreza, alimentam a pobreza e mantêm a pobreza.

Os governos devem compreender que programas centralizados, assistencialistas e clientelistas não podem ter bons resultados. Já passou da hora de superar esse tipo de atuação.

As empresas já estão percebendo que o exercício da sua responsabilidade social corporativa ou do investimento social privado não pode se basear em programas assistencialistas e setoriais desarticulados.

O que é melhor: adotar 200 crianças de uma comunidade pobre, satisfazendo suas necessidades de saúde e educação, ou construir as condições para que essa comunidade possa, ela mesma, cuidar de suas próprias crianças carentes? O que é mais sustentável? O que é mais viável?

A sociedade civil – muitas vezes em parceria com governos e empresas – já vem tomando iniciativas na promoção de processos integrados e sustentáveis de desenvolvimento em milhares de localidades do país.

O que é o DLIS?

Nos últimos anos têm surgido com bastante força várias estratégias e metodologias de indução do desenvolvimento local. Existe uma diversidade de experiências em curso no momento: desenvolvimento econômico local, desenvolvimento local sustentável, Agenda 21 Local, sistemas sócio-produtivos e redes de sócio-economia alternativa e solidária ensaiados em escala local. No Brasil a experiência de maior dimensão, desde o final da década passada, é o chamado DLIS – Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável.

Diferentemente de outras metodologias de promoção do desenvolvimento local, o DLIS é, fundamentalmente, uma estratégia de investimento em capital social. Essa estratégia é aplicada por meio de algumas tecnologias sociais inovadoras de articulação de redes e de efetivação de processos democrático-participativos ensaiados em escala local. Há uma metodologia que conduz a utilização dessas tecnologias e que, portanto, operacionaliza a estratégia DLIS.

Os passos básicos da metodologia do DLIS são os seguintes:

1) Cada localidade faz um diagnóstico participativo para conhecer a sua realidade, identificar os seus problemas e descobrir suas vocações e potencialidades.

2) A partir desse diagnóstico, é feito, também de modo participativo, um plano de desenvolvimento.

3) Desse plano é extraída uma agenda com ações prioritárias que deverão ser executadas por vários parceiros: comunidade local, prefeitura, governo estadual, governo federal, empresas e organizações da sociedade civil.

4) Tudo isso é organizado por um fórum democrático, formado por lideranças locais. 5) Essas lideranças locais participam de um processo de capacitação para uma gestão comunitária empreendedora do seu processo de desenvolvimento.

Resenha

Breve!

Sobre o autor

Foto do autor

Augusto de Franco é escritor, consultor e netweaver da Escola-de-RedesEscola de Redes.

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