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Lua em RefraçãoRefractive moon
Um eu-lírico sombrio, dividido entre o passado e o presente, a pureza e profanação. Nancy Lix passeia nas sombras da mente feminina, revelando ao leitor o testemunho da libertação da mulher dos ideais de candura, e seu aprisionamento no mundo do desejo. A dark lyric self, divided between the past and the present, purity and profanation. Nancy Lix goes through the shadows of the female mind, revealing to the reader a testemony of the women’s liberation from candidness ideals, and their imprisonment in the world of desire.
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Tags: (Livros), couche-120, poesia
Trecho do livro
Mulher Real
Deixe-me tirar estas felpas
dos meus calcanhares,
deslizar os meus pés descalços
sobre a úmida grama,
circunvolver o meu corpo
de forma graciosa,
voluptuosa,
aconchegante,
pois que sou uma mulher real,
não uma andróide de revista,
com seios de borracha,
uma criatura esquisita,
de olhar e caminhar de zumbi,
ou uma boneca digitalizada,
esticada,
projetada
da transexualidade do homem.
Qual arte maior que a feminina,
das tatuagens do tempo
no ventre gerando vidas,
nas mamas intumescidas de leite,
no esforço dilatado,
rasgado,
refletindo o original mistério,
instintivo,
criativo,
da natureza viva em cada mulher.
Resenha
Breve!
Sobre o autor
![]() |
Nancy Lix é graduada em Letras, professora de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Literatura, poeta e escritora, reside em Novo Hamburgo-RS. |







Comentários (8)
Fabiano
11 / 03 / 2009 - 14:52
Este livro foi uma surpresa para mim e recomendo a leitura a todos que apreciam a poética como algo além do entretenimento.
Além da escrita ser impecável, a autora muito me lembra uma espécie de Lispector, com toda sua sensoralidade, porém orientada aos quetionamentos diversos de forma despojada e objetiva.
O barato é que o livro retrata as vivências femininas como uma experiência acessível a todos, ao mesmo tempo em que sabe agradar aos homens, pois também é sensual e divertido.
O único porém é a capa. Assumo a liberdade para criticá-la, porque não sintoniza bem com a idéia do trabalho.
Ana Paula
15 / 03 / 2009 - 20:33
Gostei muito do site, das poesias. Parabéns Nancy! Admiro a linguagem descomplicada. Abraço, e boa sorte!
Melo
16 / 03 / 2009 - 7:41
Olá,
Alguns leitores me avisaram que o arquivo anterior não estava mostrando a acentuação nos títulos. Problema corrigido! O novo arquivo já está no ar.
Abraço aos leitores!
Eduardo Melo
Joana Cunha
17 / 03 / 2009 - 14:38
Nancy, parabéns pelo teu trabalho!
Li teu livro com todo gosto do início ao fim! Sabe por quê? Porque é verdadeiramente animador ver um trabalho que sumarize as diversas faces e experiências femininas.
Gostei bastante especialmente pela psicologia com a qual assimila as experiências, faz com elas alquimia, e transcende em refração.
Beijos!
Ferutti
18 / 03 / 2009 - 8:05
Li a crítica deste livro e de você no Portal Literal e concordo plenamente: Calibrado de pulsões e humores, o livro alterna entre a poesia, a filosofia e a prosa. Os sentimentos são expostos por uma performática salpicada de franqueza fatídica e tiradas psicanalíticas… seja na prosa, que é perspicaz e bem humorada, ou na poesia, abismal e reflexiva.
Também dou força para a forma ultra moderna da publicação eletrônica.
Abração.
Natalia Lix
20 / 03 / 2009 - 15:12
Lua em Refração é um exercício delicioso de poetização da psicologia.
Cabe a cada leitor investigar a profundeza de cada poema-universo, ou apenas degustar da eloquência e beleza de cada linha.
Adoro!
Nanda
31 / 03 / 2009 - 19:55
Nancy, acho que acessaste a caixa preta das inquietações metafísicas, sem dramas e com um humor característico teu!
És uma escritora maravilhosa!
Vejo vocês na Feira do Livro, querida!
Nancy Lix
8 / 04 / 2009 - 13:06
Obrigada aos amigos por retribuiram ao meu convite de leitura e crítica de minha obra. Aos demais leitores também. Vocês foram muito generosos.
Muitos abraços,
Nancy
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