iPad… ou iBode? Pensando sem “oba-oba” sobre o lançamento da Apple

Eduardo Melo, em 28/01/2010

A melhor maneira de experimentar a web, e-mail, fotos, e vídeo. Nem o site da Apple afirma que o iPad é a melhor alternativa para ler livros... pense nisso.

A melhor maneira de experimentar a web, e-mail, fotos, e vídeo. Nem o site da Apple afirma que o iPad é a melhor alternativa para ler livros… pense nisso.

Bom, aqui na Plus vivemos o pensamento plural na prática. O Be Szpilman acha que o iPad vai liquidar com o Kindle & Cia. Eu sou mais moderado. Acho que, da forma como está, o iPad está mais para iBode, do que para matador de Kindles ou netbooks. Aqui vai a minha visão.

Chamado de tantas coisas, ele finalmente foi lançado. Será o iPad o matador de Kindles/Netbooks/Smartbooks, que o Steve Jobs diz que é? Será que os consumidores de e-books irão migrar em massa para esse aparelho e Amazon/Sony/etc. comerão poeira?

Antes de pensar em e-books:
o iPad em geral

Do ponto de vista do design e da beleza, a Apple é vencedora, sem discussões.

Do ponto de vista das funcionalidades, o iPad não é tão superior assim. A versão mais barata, que custa US$ 499,00. Tem apenas 16GB de vídeo e não tem 3G. Quantos vídeos com qualidade razoável, de DVD, caberiam no aparelho? Poucos. Imagine ter várias coisas juntas: fotos, músicas e filmes. É pouco espaço. O aparelho não fornece conexão USB e basicamente elimina várias possibilidades, a principal delas: os modens 3G USB serão inúteis nesse aparelho. É o preço do design a la iPhone. Quer um 3G nativo? Mais US$ 130,00. Quer 64GB de armazenamento? Mais US$ 200,00. E 64Gb, o máximo oferecido, nem se compara com os 160GB do mais simples dos netbooks atuais.

Algumas especificações técnicas: pesa cerca de 700 gramas (sem case), medidas de 25×19 cm, com 1,3cm de espessura. E a bateria dura apenas 10 horas, com a tela ligada.

Além disso, o iPad terá acessórios. Conector VGA (US$ 29,00), teclado (US$ 69,00), conector de câmera fotográfica (US$ 29,00) e um case (US$ 39,00). Teclado? Case para proteger o iPad e conector de câmera fotográfica são itens obrigatórios. O teclado opcional surpreende, já que o aparelho oferece teclado na tela, mas a Apple aposta que as pessoas irão considerar substituir um netbook pelo iPad – aí só na tela não deve ser bom o bastante, pelo jeito.

O que o iPad não tem, ou não faz?

- Saída de vídeo;
- Não tem câmera embutida. Video-conferência? Esqueça.
- Não é multitarefa . Rodar dois aplicativos ou mais ao mesmo tempo? Esqueça
- USB;
- Como o iPhone/iPod Touch, não tem Flash. Jogar Farmville no iPad? Esqueça. Abrir sites em Flash? Esqueça;
- Você não pode trocar o sistema operacional por outro que lhe agrade mais;
- Não pode conectar um mouse no aparelho, embora possa conectar um teclado.

Enfim. Difícil imaginar um aparelho, com essas limitações, substituindo um netbook que tem mais memória, mais armazenamento, roda vários aplicativos ao mesmo tempo, conecta vários acessórios via USB, permite conectar ao 3G usando o modem atual e tem câmera embutida. Qualquer netbook bem simples oferece isso, por um preço bem menor (isso considerando valores brasileiros – nos EUA, onde a diferença é ainda maior, nem se fala).

Alguém lembra dos primeiros iPhones? Nem 3G eles eram. Parece que o iPad segue a mesma trilha de “produto em desenvolvimento”. Daqui um ano e pouco, quem sabe lá pela metade de 2011, a Apple não lança um iPad menos limitado?

E-books. Será o iPad um Kindle killer,
ou um iBode no meio da sala?

Irresistível não procurar apelidos carinhosos e pejorativos para o iPad. Para os americanos, pad é o tampão íntimo das mulheres, logo iTampon. A Folha de SP comentou sobre o iPhone de Itu… mas acho que iBode é muito mais sonoro. E no mercado de e-books, o que é o iPad, se não o legítimo bode no meio da sala, que rouba as atenções de todo mundo e nos distrai do principal? Qual seria a experiência de leitura nesse aparelho?

Vejam que o site da Apple não vende a experiência de leitura nesse aparelho como um ponto forte. A imagem que ilustra o começo desse post foi tirada do site da Apple. Nenhuma menção à leitura de livros. E é fácil explicar o porquê disso.

Situação típica de um leitor: na cama. Imaginem a rica tela bem iluminada do iPad. Alguém conseguirá ler na cama com ele? À noite? Nem invertendo a tela com fundo preto e letras brancas, ele deixará de iluminar o quarto – maridos e esposas que lêem na cama, que se cuidem dos parceiros que querem dormir… além disso, ele é grande. E pesadão, comparado com o Kindle, que pesa 200 gramas, ou o Cool-er, que pesa 150. Segurar com uma mão só, nem pensar. Escorar na cama para ler? Pesado vai ser desconfortável.

O principal desconforto desse aparelho, para leitura, será a tela emitindo luz. A tela é LED, tem brilho e contraste excelentes, mas imaginem ler durante vários minutos, ou horas, em um aparelho assim. Não há condições. Se as pessoas se recusam a ler livros em um computador… difícil imaginar que irão ler nesse aparelho. A vantagem de ler em um iPhone, comparado ao iPad, é que no iPhone a tela é pequena e não ilumina tanto assim o campo de visão – sobra muito espaço sem luz, e aí a leitura é confortável. Mas numa tela grandona como a do iPad, a sensação vai mudar muito, comparada à do iPhone. Muito diferente do que temos com as tecnologias não reflexivas, e-ink à frente, que permitem uma sensação de leitura igual à do papel – sem reflexo, com conforto e descanso para os olhos, tecnologia do Kindle e todos os demais aparelhos primo-irmãos dele.

Por enquanto, ninguém está considerando essa questão da luminosidade. Mas virá com o tempo. Se os leitores irão migrar de um aparelho para o outro, de Kindle para iPads? Até pode acontecer. Mas será divertido quando lermos os primeiros reviews de pessoas que fizeram isso. Elas sem dúvida irão “ver” a diferença no conforto da leitura. Leitura é imersão. Não há como ler um pouco, parar, descansar os olhos, ler de novo, quando você está imerso na leitura. O iPad não irá permitir isso. Por isso, provavelmente, será ótimo para navegar na internet, ler jornais e e-mails. São atividades atualmente bem menos imersivas do que a leitura de um livro. Para isso ele foi feito, e para isso será ótimo, sem dúvida.

Além disso, tem a questão da bateria. Viajar com o iPad pode ser frustrante, já que a bateria se esgota num piscar de olhos. Comparado ao Kindle e todos os outros e-readers baseados na tela e-ink, cujas baterias duram semanas… chega a ser covardia.

O iPad, porém, será revolucionário em um segmento: textos educacionais. A tela do iPad permitirá exibir gráficos e imagens com alta resolução, o que será decisivo para muitos estudantes e profissionais. Se a Amazon (e os demais fabricantes de e-readers atuais) quiserem competir com isso, terão de melhorar seus aparelhos ainda esse ano. Ou procedem assim, ou serão engolidos nesse segmento do mercado.

Além disso, a Apple vai abrir uma loja de e-books, chamada iBooks. O visual promete ser bem bacana, imitando “livros nas prateleiras”. Eu penso que isso é cosmético, e se não acrescenta funcionalidade, não melhor a leitura, para pouco serve. Para leitores ocasionais, pode ser um estímulo bonitinho. E só. O detalhe, porém, é que os livros publicados para o iPad serão mais caros que os vendidos na Amazon, a princípio – na faixa de US$ 12,00 a 14,99. Não é uma novidade muito boa…

A loja da Apple irá matar a loja do Kindle, ou as demais? Muito difícil. A Apple terá concorrentes dentro do seu próprio aparelho, como o Kobo – cujo aplicativo já está pronto para uso no iPad, e a própria Amazon, sem dúvida. Jeff Bezos, por outro lado, agora ganhou um concorrente grande, algo muito saudável para o desenvolvimento dos e-books. Irá dividir mercado com a loja da Apple, terá que se puxar para manter seus clientes.

O iPad vai liquidar o mercado de e-readers? Bom… custando o dobro de um Kindle, pouco provável. Se a pessoa quiser apenas ler, ela não pagar mais caro por isso. Os preços dos e-readers estão caindo a cada seis meses, e tendem a ficar cada vez mais baixos. O tempo dirá. E a competência dos concorrentes, que agora vão correr atrás da máquina.

Concluindo…

O aparelho não é tão caro, considerando que se imaginava que seria vendido por US$ 900,00 (!). Mas ele não entrega nem o que o mais simples dos netbooks entrega. Por mais que o Steve Jobs fique espraguejando contra os netbooks… não tem remédio, assim o iPad não irá substituir eles.

Em relação aos e-books, o conforto da tela será pequeno para leitores habituados à experiência de imersão nos livros. Mas será bem melhor para quem precisa ver gráficos e imagens a cores. Vai atender vários nichos de mercado: estudantes de medicina, engenharia… livros infantis, quem sabe. Mas é difícil imaginar um estudante pagando R$ 1.000,00 ou US$ 499,00 para ler seus livros nele.

De todo modo, o iPad é um produto em desenvolvimento. Ainda pode melhorar muito, antes que o meu dinheiro saia do bolso. Por enquanto… ele está mais para iBode, do que para a revolução da leitura.

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Comentários (12)

Be Szpilman

28 / 01 / 2010 - 9:07    


Por enquanto nem lançado ele foi, haha. Concordo que para leituras de ficção ele é uma péssima escolha. Mas ao menos pode-se rodar o Kindle para iPhone nele, assim pagando preço de Amazon. Também que a Apple ainda precisa dar pernas para que ele atropele de fato o Kindle, como um corte de preço e uma iBooks à la iTunes — de preferência (para a Apple) tornando-se referência em textbooks.

Mas em todo caso eu já tou babando nele pra ler artigos online e livros técnicos — O’Reilly e afins. Eu o usaria com o dock station (o teclado que mencionaste), integrado a outro(s) computador(es) na minha mesa de trabalho.

Quanto a armazenamento, o ideal seria usar algo como o S3 da Amazon, hard disk in the cloud, pra complementar os 16GB (modelo mais barato, bem, obrigado), mas afinal eu estaria usando-o pra internet e arquivos ePub, pouco pra música e nada pra vídeo, pouco me importa então o espaço.

Thiago P

28 / 01 / 2010 - 10:41    


“eu já tou babando nele pra ler artigos online e livros técnicos — O’Reilly e afins. Eu o usaria com o dock station (o teclado que mencionaste), integrado a outro(s) computador(es) na minha mesa de trabalho.”

Não entendi muito bem essa parte do comentário. Se você vai usá-lo na sua mesa de trabalho, por que não usar o computador de uma vez? Uma tela de laptop ou desktop ainda é bem melhor do que a 9 pol. do iPad.

Pessoalmente, eu acho que vai ser um sucesso porque as pessoas aparentemente compram qualquer coisa que venha da Apple, mas eu tenho dificuldade de entender o que eu faria com ele. Eu já tenho um Kindle, um laptop Dell, um blakberry e um Ipod.

Para que eu vou querer um iPad? Ele é bacana, bem coll e faz varias coisas elgais, mas não subvstitui nenhum desses…

Quem já tem um cel ou smartphone, vai carregar um iPad também? E pagar dois planos de dados 3g?

E sem conexão USB, sem Office, sem multitask, sem Photoshop, o Ipad não substituiu um computador como ferramenta de trabalho.

Quanto a substuir ereader nem se fala, o Eink e a bateria longa são a própria razão de um Ereader existir…

Thiago P

28 / 01 / 2010 - 10:47    


Apesar do que apontei acima, eu acho que o iPad contribui com um ponto importante: preço. O custo dos eReaders PRECISA cair.

Para o mercado americano, que é o que importan mesmo nesse caso, US$ 250 dólarespro um Kindle ou Nook é muito, mas ainda é competitivo.

Mas o préco do Kindle DX e dos outros readers de tela grande está completamente fora da realidade, desse jeito eles vão mesmo ser atropelados pelo Ipad. E merecidamente.

O Ipad 3g ainda vai levar 3 meses para ser lançado, tenho esperança que até lá a Amazon jogue o preço do DX para baixo…

Be Szpilman

28 / 01 / 2010 - 11:09    


Bom, no caso minha conexao seria Wi-Fi, entao sem o custo do plano.

Eu o usaria na minha mesa pois:
1. Tem tela Multi-Touch, o que torna muito mais facil de manusear um ebook tecnico do que no computador.
2. Ele eh (relativamente) leve e pequeno, entao pode ser manuseado como se manusea uma apostila/livro de referencia ou estudo: ao lado do computador ou na sua mao, como suporte. Tambem economizo uma tela, posso programar enquanto consulto artigos e tutoriais online no iPad (hoje tenho um Tablet da HP, mas ele eh pesado e nao tem Multi-Touch — ainda assim uso ele muito bem exatamente do jeito que falei).

Bom, cada um com suas necessidades :) Me caiu bem, e acredito que pra muitos estudantes e profissionais tambem.

Voces devem entender que os leitores de romance ja estao bem atendidos com os e-readers, mas os de livros tecnicos, artigos, jornais e revistas (que por sinal sao mais numerosos e crescem mais, se nao me engano) ate o momento nao possuem uma boa solucao para ebooks.

Drumm

29 / 01 / 2010 - 11:55    


“- Você não pode trocar o sistema operacional por outro que lhe agrade mais…”

Surpreendente!

Quem foi que te disse que um usuário Apple, que lida com o sistema mais avançado do mundo, quer trocar o Sistema Operacional Apple por outro qualquer?

Reveja os teus conceitos, pois…

Eduardo Melo

29 / 01 / 2010 - 12:09    


É bem melhor que o Windows, reconheço. Mas se fosse o melhor mesmo, seria multi-tarefa e não precisaria ser vendido goela abaixo.

Frankly Andrade

29 / 01 / 2010 - 12:20    


Bom dia, pessoal. Sou usuário do Kindle 2 e já postei minha opinião sobre o aparelho. Confesso que esperei com muita ansiedade pelo lançamento da Apple. Ansiedade e preocupação. “Será que vou querer comprar o IPad?”, pensei. Hoje posso dizer que para minhas necessidades acho que não vale a pena. Falando da Apple, deixo um relato que acho relevante, apesar de desvirtuar um pouco o tópico. Há um mês desisti, também, de comprar um Macbook Pro por ter pensado melhor e visto que não se adequava às minhas necessidades. Acho, para mim, o MacBook um artigo de luxo, um belo, reluzente e “onipotente” computador e, também, uma excelente forma de complicar coisas simples, como instalar um simples periférico, como um Datashow, por exemplo; ou abrir um arquivo num formato que possa, de repente, não ser lido pelo Mac. Estava até eufórico, confesso, mas vi, de forma crítica e imparcial, que grande parte dos usuários dos Macs perdem muito tempo tentando fazer rodar muita coisa no notebook e provar pra si mesmos e para os saudosistas e curiosos no aparelho que dá pra otimizar o uso do aparelhinho da maçã mordida que brilha. Recuei e ainda vou avaliar sobre qual será meu próximo notebook.

Voltando ao assunto do momento, na minha opinião, acho que o IPad não vai pegar. No máximo vai movimentar as concorrentes e abaixar os preços como o outro colega postou aqui.

Abraços.

Luiz André

29 / 01 / 2010 - 12:27    


Estou mais ou menos com o Frankly: o iPad não vai agradar todo mundo. Terá o seu nicho, claro, mas não entre os que querem, como disse o Eduardo, a experiência de imersão na leitura.

Por enquanto, fico com o Kindle e similares. Quem sabe as coisas mudem quando a Pixel Qi lançar a tela que permite ao usuário escolher entre o E-ink ou LCD…

Frankly Andrade

29 / 01 / 2010 - 12:31    


Relendo o que postei vi que desvirtuei demais o tópico. Peo desculpa aos amigos frequentadores do espaço. Prometo prestar mais atenção da próxima vez. Abraços.

Luiz André

29 / 01 / 2010 - 13:13    


Vale a pena dar uma chegadinha no blog do Sérgio Rodrigues, o Todoprosa (http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/), e ver o post de ontem, sobre as possibilidades do iPad para a leitura – leitura de verdade. É mais ou menos na linha do que a gente vem discutindo aqui, embora lá a coisa seja um pouco menos técnica.


[...] para arquivos de texto mas ridícula para quem espera usar o equipamento para mídia. Quarto, não é multi-tarefa, não roda aplicativos em flash e não tem câmera (Hum… ele serve para que [...]

roberto

25 / 02 / 2010 - 13:16    


Os netbooks, re-lançados com força em 2007, fizeram sucesso apenas por causa da portabilidade de acesso á internet, que antes era inviável, até o advento do wi-fi e, principalmente, do 3g. Por isso mesmo pegou o apelido de net-book.

Isto é, muitas pessoas compravam um netbook como um brinquedinho para acessar a internet, no trabalho, na faculdade, nas viagens, no carro, etc. Estes usuários não estavam muito preocupados em ter um computador, até porque as configurações dos primeiros netbooks eram tímidas.

O fato é que o Ipad não veio para substituir os notebook, pois estes mantêm a sua utilidade incólume, para quem quer um computador portátil e não uma internet somente.

O Ipad, entretanto, veio para substituir os netbooks, pois ele é muito, mas muito, mais confortável de navegar na internet, ler livros, ver fotos e videos, já que é mais leve; não precisa esperar a inicialização de tartaruga dos computadores; não precisa do chato do touchpad; e tem um interface matadora, com a sua tela touch screen, que faz tanto sucesso no Iphone (só quem já manuseou um Iphone, com seus programas da Apple Store, sabe do que eu estou falando).

Alguém acha isto pouco? Tenho certeza que a maioria das pessoas que acessam os computadores em casa, o usam para acessar a internet. A internet está quase virando sinônimo de computador, se falarmos em lazer…

Por aí se vê um precioso espaço que ele vai ocupar.

O que pode acontecer? Difícil dizer, mas certamente a utilidade do Ipad é indiscutível em termos de portabilidade na internet. Concordo que ainda é inferior ao Kindle, quando o assunto é leitura de livros, mas, certamente, é superior aos netbooks neste quesito.

Aliás, acho que os netbooks é que podem ser extintos, pelo menos da maneira que são hoje. Basta pensarmos: quem quer navegar na internet, de forma móvel, vai preferir um Ipad, mas quem quer um computador movel e cheio de recursos, vai optar por um notebook, que é muito mais agradável de se utilizar do que um acanhado netbook.

Desta forma, seria bom ter um Iphone, um Ipad, um notebook, um kindle e um desktop. Sim, é isso mesmo!! Isto seria o melhor dos mundos, ainda que poucos possam pagar por eles todos. O importante nisto, e o grande merito da Apple, é que o Ipad é mais uma opção inteligente que se criou e que pode agradar a muitos, mesmo que seja para ver notícias e programas da internet sentado num vaso sanitário, ou numa mesa de café da manhã. (acreditem, muitas pessos costumam ir ao banheiro e tomar café da manhã!!).

Para simplificar a história: o Ipad nada mais é do que um netbook aperfeiçoado e que deve fazer sucesso por incontáveis motivos, além do que, vai acabar sendo aperfeiçoado para se fundir às funções do Kindle, ou o Kindle vai se fundir às funções incríveis do Ipad. Quem viver, verá.

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