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Imagíbrida: comunicação, imagem e hibridaçãoImagíbrida: communication, image and hybridation
Dez autores da área da Comunicação (três PhD’s, seis doutores e um mestre) buscam responder as seguintes questões: o que é um híbrido? O que é uma imagem híbrida?
Nesse livro, primeira obra de artigos científicos publicada pela Plus, os autores demonstram a qualidade crescente da pesquisa científica no BrasilTen authors of the Communication area (three PhD’s, six doctors and one master) search the answer to the following questions: what’s a hybrid? What’s a hybrid image? In this book, the first collection of scientific papers published by Plus, the authors demonstrate the higher quality of scientific research in Brazil.
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Tags: Mídias e Médias
Trecho do livro
Prefácio
O que é um híbrido? O que é uma imagem híbrida? Raymond Bellour (1997) denomina de hibridismo a mescla de diferentes formas de representação - gravura, cinema, fotografia, vídeo e outras, o que levou o autor francês ao conceito de “entre-imagens”, entendido como um espaço de passagem, imaterial e atemporal. Qual seria o estatuto dessa imagem no mundo contemporâneo? Seria tão densamente híbrida que poderíamos falar em imagíbrida? Qual a relação que se estabelece entre imagem e hibridação? Como a comunicação se apresenta como um híbrido do mundo como representação?
São essas algumas das questões abordadas pelos textos que compõem essa coletânea. Normalmente, uma coletânea, por ser um conjunto variado de textos e autores, possui uma coerência muito mais evidente para aqueles que a organizam do que para os que tomam contato com ela a partir da palavra.
Nesse caso, acontece o inverso. A imagíbrida já se configura na forma como a narrativa chegará ao leitor. A imagem é tomada como possibilidade descritiva pela palavra escrita configurando de antemão um híbrido. Em seguida, o leitor tomará conhecimento da obra e a lerá na tela de um computador; verá as imagens fixadas que se referem a imagens em movimento. Imagíbrida, portanto, não é apenas o que os textos prefiguram em suas análises, mas é também a forma como essa narrativa completa o seu percurso ao mundo do leitor: as materialidades que indicam um mundo de misturas que é, naturalmente, o lugar da comunicação. Múltiplas textualidades se entremeiam. Do texto à palavra, do texto à tela, da imagem em movimento sendo representada pela imagem parada. Do texto à imagem e da imagem ao texto e às textualidades parece ser o destino dessa obra que se constitui, ela mesma, como um híbrido.
Talvez seja eficiente pensar a comunicação mais em termos de misturas do que de separações. Esse livro, para além dessa mistura inicial, foca particularmente a imagem e a sua hibridação sobre múltiplos e variados aspectos: a imagem no mundo e do mundo; a imagem como representação e como imaginação; a imagem como estatuto do olhar e de todos os outros sentidos que atravessam o corpo; a imagem nomeada a partir das múltiplas objetivações que definem o mundo pela significância que se acopla à representância.
O outro mérito dessa coletânea é pensar as palavras como conceitos, isto é, transcender o seu sentido, ir além da sua representação mental e estabelecer para a imagem do mundo a possibilidade de ser imagíbrida, seja como imagem completa, perda da presença, representação imaginária, parte de uma cultura audiovisual, entre diversas outras aproximações. Híbrido pensado não como anomalia, aquilo que foge à categoria pré-concebida de normalidade, híbrido não como mistura impura, mas como o estatuto principal das imagens de um mundo, cujas dimensões culturais nos colocam em múltiplos espaços e tempos de vivência.
Resenha
Breve!
Sobre o autor
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Nas fotos, Denize Correa Araujo (acima) e Marialva Carlos Barbosa (abaixo), organizadoras da obra. Também participam dessa edição: |







Comentários (1)
Adriano Araujo Ferreira
7 / 05 / 2009 - 22:39
Estou encantado com o prefacio do livro deve ser bem interessante. Valeu Mãe pela sua dedicação. Desejo muito sucesso para esta edição e para as próximas.
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