Uma leitora, dois aparelhos: comparativo Sony PRS 505 vs. PRS 600

da Redação, em 12/01/2010


O artigo abaixo foi enviado pela leitora Adriana S. Barros. Ela é de Santo André/SP e descreve a sua experiência com dois aparelhos diferentes, ambos da Sony: o Reader PRS 505 (um modelo clássico, de 2007) e o PRS 600 (modelo novo, de 2009). Muito interessante e merece a leitura de todos que se interessam por esses aparelhos! Eduardo Melo

Adriana S. Barros

Acredito que já li ou ouvi todo tipo de argumento ou comentário a favor ou contra o uso dos leitores eletrônicos de livros. Em minha opinião, nenhum deles me convenceu. Sou uma leitora ávida e posso afirmar: os leitores eletrônicos não vão acabar com os livros no papel, mas esses gadgets vieram para ficar.

A qualidade da tela é tão boa no PRS 505, que ele é parâmetro de comparação com outros e-readers

A qualidade da tela é tão boa no PRS 505, que ele é parâmetro de comparação com outros e-readers

Também sou usuária de leitores eletrônicos desde 2007, especificamente do Sony Reader PRS 505. Ao menos, até aproximadamente um mês atrás, quando passei a usar um PRS 600.

O modelo PRS 505 é considerado o clássico da Sony e a maioria dos comentários que existem sobre ele consideram que será muito difícil qualquer empresa, até mesmo a própria Sony, superar sua qualidade. Concordo em parte com esta afirmação. Realmente, quanto ao quesito qualidade de visualização, acredito que ele seja imbatível até o momento. O contraste de sua tela é muito superior ao PRS 600. Mas… isso atrapalha tanto assim a leitura? Em minha opinião, não.

A pergunta mais comum que vi por aí, em relação ao contraste da tela: “Isso significa então que eu vou precisar de luz ambiente para poder ler um livro nele ? A reposta é sim. No caso do PRS 505 você também precisa de luz ambiente, isso faz parte da tecnologia da “tinta eletrônica”. Os gadgets não são retro-iluminados, então você sempre vai precisar de luz ambiente. Só não posso responder a dúvidas sobre a qualidade da tela na luz solar (nunca testei nenhum deles).

Touchscreen: não troco por nada!

Touchscreen: não troco por nada!

Outro comentário desfavorável ao PRS 600 é quanto à tela. Por ser touchscreen, a tela reflete a luz bem mais que a do modelo PRS 505. Minha opinião sobre isso? Não incomoda na leitura, basta você mover a mão alguns milímitros e encontrar uma posição mais confortável.

O único outro quesito que encontrei desfavorável no PRS600 é a duração da sua bateria. Ela gasta bem mais depressa que a do PRS505, fato previsível em razão do sistema touch. Mesmo assim, sua carga dura o suficiente para você poder ler no mínimo uns 4 livros de 700 páginas cada. No PRS 505, eu consigo ler ao menos uns 6 a 7 livros de 700 páginas antes de ter que carregá-lo (o que muitas vezes fazia com que o fim da carga da bateria me pegasse de surpresa).

Nenhuma dessas diferenças entre os modelos, contudo, faz com que eu troque o conforto do sistema touch utilizado no PRS 600. Ler um livro pode deixar você muitas horas na mesma posição. O sistema touch tornou essas horas muito mais confortáveis. Isto porque não importa, seja sentado, seja deitado, seja de pé, seja na posição que você quiser, o sistema touch facilita o manuseio das páginas. Você pode segurar o leitor em cima, em baixo, de lado, com a mão esquerda ou com a mão direita, sem precisar se preocupar em localizar o botão do aparelho para mudar de página ou trocar de livro.

De resto, todas as outras diferenças entre os dois modelos do Sony Reader fazem com que o modelo PRS 600 ganhe de longe do seu “irmão mais velho” PRS 505:

– velocidade de processamento muito maior (seja utilizando a memória interna, ou o cartão de memória – este último é bastante lento no PRS 505;
– menus muito mais simples e interativos;
– possibilidade de anotações nos livros ou criando arquivos novos (ainda não experimentei muito isso, mas acredito que será bastante útil);
– design muito mais elegante;
– possibilidade de aumento de fonte em até 5 vezes (no PRS 505 só existiam 3);
– melhora substancial na visualização dos arquivos PDF. Ainda não é perfeito mas é muito melhor que no PRS 505. Neste último era quase impossível ler um PDF, ao aumentar a fonte o arquivo desformatava completamente. No PRS 600 isso ainda acontece, mas é possível lê-lo pois as palavras não são quebradas ao meio, por exemplo.

Já deu para perceber qual deles eu prefiro. Meu PRS 505 trouxe muitas alegrias. Agora com o meu PRS 600, é amor à primeira vista.

Dicas para quem comprar um PRS 600 (ou um PRS 505)

1. Considere adquirir um carregador de parede. No PRS 505 isso não é tão necessário porque, como eu já disse, sua bateria tem altíssima duração. Porém, no PRS 600 a bateria dura menos. Com o carregador, a recarga fica muito mais rápida, e sua vida, mais fácil.

2. No caso do PRS 600, compre também algum tipo de capa protetora para ele. O modelo vem com uma capa de neoprene, tipo envelope, útil para guardar o aparelho, mas que não serve para usar durante a leitura. A prática me ensinou que ter uma capa, como a do PRS 505, é importante para previnir acidentes. Descobri recentemente na internet alguns modelos de capa muito interessantes, bonitas e elegantes, que tem inclusive um suporte para manter o aparelho de pé sobre uma superfície (são da marca inglesa Tuff Luv – comprei a minha pelo e-bay e estou esperando chegar).

3. Nunca, nunca, nunca use um arquivo .DOC em seu Sony Reader PRS 505. Esse tipo de arquivo é compatível com o aparelho, mas quando o Reader tenta abrí-lo, o aparelho não dá conta e você é obrigado a reiniciá-lo. Salve seu aquivo no formato .rtf para evitar dores de cabeça.

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Comentários (5)

Juca Azevedo

12 / 01 / 2010 - 14:45    


Também tenho um Sony Reader PRS600 e estou muito satisfeito com o aparelho.

Marco

13 / 01 / 2010 - 16:03    


Nesse site eles produzem capas para leitoras em neoprene, fabricante nacional.

Valdir

24 / 01 / 2010 - 18:39    


Tb não desgrudo de meu PRS 600. Meu companheiro de insônia. Vou aproveitar a dica do .doc pra .rtf no 600 tb, já fui recusado de ver um artigo em .doc no 600, agora não sei se ocorre como no 505 ou se foi problema do arquivo em si. Valeu, Adriana, valeu Eduardo, foi aqui q ao ler sobre o assunto me encorajei pra ter uma dessas maravilhas de ler.

Emilli

10 / 02 / 2010 - 17:57    


Olha eu estou louca por um leitor de livros virtuais como esse Sony PRS-505 ou 600,pórem estão muito caros eu vi uma matéria na com uol com o valor 300 reais mas agora em todo lugar q eu procuro eles custam mais de mil !tem algum lugar q seja mais barato ou o preço da uol está equivocado !?!?

Eduardo Melo

10 / 02 / 2010 - 18:00    


O preço do UOL está equivocado. Um dos e-readers mais baratos, o Sony PRS-300, custa hoje cerca de US$ 170,00 nos EUA. Com o câmbio, mais as taxas de importação e frete, facilmente chega a R$ 600,00. Então… por menos do que isso… só tendo alguém no exterior que traga para você.

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