Você compraria um ebook reader brasileiro?
O Brasil está para receber, se tudo der certo, seus três primeiros modelos de ebook reader. Um ainda este ano e outros dois na metade do ano que vem. Imagino que alguns de vocês, possivelmente pouquíssimos, estejam dando falta do primeiro ereader brasileiro, com lançamento em setembro. Setembro já era. Como é de praxe em qualquer lugar do mundo, empresas tem enorme prazer em divulgar prazos que não podem cumprir só pelo gostinho de adiar e deixar o consumidor na vontade, com a grana em punho.
Pois bem, a INFO Online noticiou e o pessoal de O Nerd Escritor divulgou: leitor eletrônico brasileiro previsto para outubro. É o da Braview, aquele que só lê PDF. E pra nos prepararmos para tal lançamento, ou para um novo adiamento, veja abaixo um resumo do que oferece cada aparelho – com base nos dados que temos, das fabricantes.
Braview – BR-100-TX
Lê arquivos: PDF e mp3.
Tela: 6”, e-ink, resolução 800×600.
Conectividade: USB.
Bateria: até 8000 trocas de página.
Memória interna de 128 MB.
Outros: Slot de Expansão via cartão SD (tamanho limite não especificado).
Menos de R$400 (U$200)
Mais informações: Gadgets INFO (vídeo bastante informativo)
Mix Tecnologia
Prevê dois modelos para meados de junho de 2010. Logo abaixo veja os recursos encontrados em ambos, e em sequência o que diferencia os dois modelos.
Lê arquivos: BBeB Book (Sony Reader), TXT, RTF, PDF (Adobe® PDF10), Microsoft® Word, jpg, gif, png, bmp, mp3.
Tela: 6”, e-ink, 16 níveis de cinza (grayscale).
Conectividade: 3G, Wi-Fi, Bluetooth, USB.
Bateria: mais de 8000 trocas de página.
Outros: Slot de Expansão até 4GB, Teclado alfa-numérico QWERTY, Headphone incluso, Capacidade de zoom e text-to-speech (qualquer texto pode virar áudio), Inter Quiz para fazer questões de mútipla escolha, e possiblidade de uso da rede Wi-Fi em instituições acadêmicas e para comprar direto de lojas online.
Mais informações: http://www.leitord.com.br/
MIX leitor-d Básico
Memória interna de 1GB.
A conexão 3G é via modem externo não incluso.
R$650
MIX leitor-d Premium
Memória interna de 4GB.
Conexão 3G inclusa no aparelho – modem interno.
Tela de toque.
Luz interna para leitura noturna.
R$1.100
E ainda: a Mix Tecnologia promete recursos de marcação de texto, inserção de comentários e notas próprias, busca de palavras e dicionários português-português e multilinguais (não informado se inclusos ou comprados à parte). Porém não fica claro se os recursos acima dependem da tela de toque, assim ficando limitados ao modelo Premium – talvez na versão Básica possa-se usar os botões de navegação.
Vale ressaltar que ambas as empresas parecem meio apagadinhas. A Mix ao menos montou um hotsite, cujo link está mais acima, mas a Braview pretende lançar seu aparelho mês que vem e as informações são escassas e pingadas. Nem ao menos encontra-se o leitor dentre as páginas de produtos do website deles. Há a possibilidade de que só vá de fato ser comercializado ano que vem. Aguardemos.
Sua Opinião
E então diga lá, o que você gosta a respeito desses modelos brasileiros, e o que não gosta? Você compraria, e porque? Ou diga-nos a razão de preferir esperar por outros lançamentos. Ou simplesmente porque prefere ler no papel e ponto.








Bernardo, acho que o Braview é muito fraco. Vai decepcionar as pessoas que o comprarem. Não consigo imaginar alguém ficar satisfeito com um produto tão limitado. Porém, será o pontapé inicial de um jogo completamente novo no Brasil. Vai ganhar destaque na mídia, vai suscitar discussões, mais pessoas irão se informar sobre o fenômeno do e-book… o resultado final será positivo.
Eu, pessoalmente, não esperaria muitos dos e-readers nacionais. Mas nunca se sabe. No Brasil, tudo é possível – vai que o Mix Leitor D realmente é lançado ano que vem, entregando o que promete!
Eduardo, realmente, tenho que concordar.
Pela informação que temos o Braview e o MIX leitor-d são extremos opostos. Um não promete nada, e o outro promete demais. Do primeiro esperemos apenas que “levante poeira”, e do segundo vamos esperar o milagre do cumprimento dessa promessa. E que promessa, me parece que tem mais recursos que qualquer aparelho do mercado americano!
Bernardo, primeiramente tenho que agradecer por suas dicas quanto aos e-readers. Elas me foram muito úteis. Com base nelas, pesando o custo e o benefício, acabei de comprar o PRS 300, da Sony, e fiquei muito satisfeito com minhas primeiras leituras.
Quanto aos e-readers nacionais, não levo fé. Nem tão cedo. Acho que os dois modelos a serem lançados (nesse caso, especialmente o MIX) são mais bravata do que projeto sério. O da Braview, pelo que pude ver no site da Info, é muito ruinzinho e certamente não valerá a pena.
Você pode dar algumas dicas de sites brasileiros que disponibilizem livros (mesmo aqueles de domínio público) no formato ePub? Encontrei alguns, mas nada muito promissor.
Abraço!
Fala Luiz! Que bom saber que as informações foram úteis, e melhor ainda que tenha ficado satisfeito com sua compra!
Bom, o mercado nacional com certeza há de ser abalado com a última notícia de que o Kindle, da Amazon, já está disponível para o Brasil, antes mesmo desse nacionais serem lançados! Por enquanto apenas título em inglês, mas a coisa vai esquentar!
Quanto às dicas, estou montando um artigo com links pra ebooks (incluindo ePub) grátis por toda a internet. Você tem twitter? O meu é @beszpilman, podemos manter contato.
Grande abraço!
Acabei de ver essa notícia, lá no site da Amazon! Fiquei com uma dúvida: será que posso pedir o Kindle pelo site? Livros (os de papel mesmo) eu já pedi, e chegaram sem problema. Mas não sei se é possível pedir o próprio Kindle. Tenho receio de que haja algum problema com a alfândega, já que se trata de um aparelho eletrônico.
Olha, não tenho twitter, mas agora que descobri o site, estarei sempre por aqui, com certeza.
Valeu pela atenção.
Abraço!
Oi Luiz. Me envolvendo na conversa aqui… a Amazon está incluindo no valor final da compra as taxas de importação. No Brasil, a alíquota é de 60% – mas o site da Amazon está nos pedindo depósito de quase 100% do valor. De acordo com o site deles, a diferença que sobrar é devolvida. Mas só vamos ter certeza disso, depois que alguém fizer a compra e nos contar como foi o pagamento.
De acordo com uma matéria da Folha Online, o valor total passa um pouco dos R$ 1000,00.
Abraço
Eduardo
Oi, Eduardo.
Valeu pelo esclarecimento. Pelas informações que você oferece, acho que o Kindle acaba saindo muito caro. Se fosse possível utilizá-lo com outros formatos de ebooks, então valeria muito a pena, mas apenas com o formato da própria Amazon… bem, confesso que ainda assim me sinto tentado. Sempre tive verdadeira adoração pelos livros de papel, mas agora que descobri os e-readers, fiquei fascinado. Afinal, acho que o que importa é a leitura, e não o meio através do qual ela se dá.
Quanto à questão da devolução do dinheiro, não vejo problema. Já comprei várias vezes pelo site, e sempre recebi minhas encomendas de modo apropriado. Creio que a Amazon saberá honrar a palavra dada e devolver o dinheiro depositado em adiantamento.
Abraço!
Luiz, complementando o que o Eduardo falou, problemas maiores com a alfândega você não terá. O máximo que pode acontecer é pagar 60% e o produto demorar uns meses pra chegar, imagino que você esteja acostumado com eventual demora visto que já pediu livros da Amazon.
Não sei por qual meio você comprou o PRS-300, mas eu há muito tempo compro de fora, principalmente pelo eBay onde tudo é barato e farto (haha). Inclusive dois anos atrás comprei o PRS-500 (usado) pelo eBay e recebi ele em casa sem pagar imposto nenhum. Pode até ser que aconteça quando comprando o Kindle, e aí não sei se a Amazon te devolveria os 100%.
Vou pesquisar mais sobre as possibilidades do Kindle aqui no Brasil e acredito postar um artigo a respeito ainda hoje. Abração!
Bernardo, o meu PRS 300 foi um amigo que trouxe, pois nunca arrisquei a compra, via internet, de equipamentos eletrônicos fora do Brasil. Aliás, nem sei se o Kindle pode ser chamado de equipamento eletrônico, vez que ele se presta à leitura de livros, que, no Brasil, estão livres de impostos. Ah, seria uma ótima notícia pedir um Kindle sem pagar impostos… mas a verdade é que não tenho essa ilusão…
Mais tarde volto aqui, para ver se você postou algum artigo.
Grande abraço, e mais uma vez obrigado pelas dicas.
Compraria sim, mas preferiria adquirir um modelo com tela maior, semelhante à segunda versão do Kindle, de 9,7″. Principalmente para ler artigos com tabelas inclusas fica muito ruim o espaço restrito de 6″. É bem mais confortável ler em tela de 10″.
Dentre os apresentados creio que optaria pelo MIX leitor-d Básico.
É.. já tou de olho no Kindle DX e antes dele no iLiad, mas são caros..
Vou esperar com você o DX baratear — a boa é que você já pode tranquilamente comprar ele e ter acesso a todo o catálogo da Amazon via computador, a única vantagem do Kindle versão internacional é ter acesso direto de Kindle (e a jornais, etc.)
o braview não vai pra frente e ponto.
agora o mix-d é interessante, realmetne é de se desconfiar que algo com tantas funcionalidades (mais do que s da sony kindle) chegue a sair, e ainda mais por este preço.
coisas que eu acho sobre o conceito do mix-d:
acesso á internet? acho que só na versão mais cara faria sentido.
3G? não vejo motivos, afinal de contas, a mix não va dispor de uma biblioteca digital para vender livros, e nem todo mundo faria questão que seu e-reader acesse a internet, eu não faria.
também não vejo motivo em bluetooth e Wi-Fi, colocar só um deles, de preferência bluetooth seria ótimo pra trocar arquivos, uma sacada de mestre, ma usar os dois seria redundante.
quiz?… se a Mix visa de alguma forma fazer um produto voltado para uso na escola, então que faça isso em um produto separado, não faz sentido nenhum todo mundo comprar um negócio com essas funções sendo que a idéia disso é que seja utilizado em uma sala de aula.
touchscreen? não vejo sentido nisso, o prs-600 só recebe críticas por isso, encarece o produto, diminui a qualidade da visualisação e não aumenta a interatividade.
speech? tbm acho que encarece o produto a troco de quase nada.
teclado? acho interessante, eu usaria. Mas só vejo sentido na versão mais cara, há quem nem utilize as ferramentas de busca ou coisa parecida, para muita gente esse teclado não faria falta.
O MIX ainda é um mistério, só vendo pra crer. Eu acho que essa do quiz pode ter aplicações interessantes no aprendizado em geral, não só na escola. Mas realmente não é o que a maioria quer num ebook reader.
Quanto à touch-screen, realmente as telas dos leitores da Sony com touch são bem piores. Mas eu, tendo um PRS-505 sem toque, trocaria por um dos modelos recentes sem hesitar. Touch-screen é essencial pra mim, pra fazer anotações e usar dicionário com agilidade, e por isso mesmo tenho usado muito mais meu Palm que o ereader.
Os outros recursos também são supérfluos pra mim, mas pra outras pessoas não. Agora, certamente, tá faltando um lançamento de categoria média pro mercado brasileiro: o Braview oferece pouquíssimo e o MIX um pouco demais.
eu acho que a idéia da braview até é uma boa, aqui e em qualquer outro mercado, mas principalmente aqui. se pararmos pra pensar não não existem e-readers visando realmente esse nível de acesso em termos de preço, o mais simples da sony é o prs 505 pelo o que sei, e ele tem muito mais funcionalidade. ou seja, o braview simplesmente não tem concorrente para o nicho o qual ele é destinado.
mas eu acho que ele não vai pra frente simplesmente porque ele tá caro demais para um e-reader básico. desconsiderando a questão do preço geral dos e-readers em si e olhando pela ótica do preço de gadgets de mão, a gente acaba caindo naquela observação que se vê em um monte de blog por aí: com 400 reais dá pra comprar um celular dos bons, um black bery ou coisa do tipo, eu acho que muita gente se disporia a comprar um desses se valesse no MÁXIMO 300 REAIS (uns 250 seria bom, isso sim convenceria o povo)
agora pelo video da INFO duas coisas:
o fato de ele travar não tem perdão, não interessa o preço, isso não pode acontecer.
eu imaginava que o contraste e o reflexo seriam bem piores pra um produto nesse preço, não que eles sejam bons, dá pra ver em vários momentos do video que aparece um reflexo do caramba na tela, msm assim pra esse preço essa imagm tá boa
sobre o leitor-d
be spilzman, veja alguns reviews estrangeiros sobre o prs-600 e vc muda de ideia, tem até um video mostrando a diferença de qualidade de imagem entre o prs-505 e o 600. o problema não é nem que o 600 seja pior, o problema é que o touchscreen deixou a imagem ruim msm, além de o reflexo ser MUITO maior, o contraste não é o mesmo, e por se tratar de touchscreen, eles tiveram que colocar um outro material protetor na frente da tela, diferente do que é usado no 505, e isso deixo a imagem pior ainda, confira os videos.
além disso, não é como um iphone que sente até o toque de uma pena, dizem que no 600 vc tem que apertar com força pra que ele capte o toque, dá pra perceber isso nos videos tbm, então acaba sendo mais incomodo que usar um botão.
Mas aí não dá, hoje. R$250 quer dizer que custaria menos de U$100 nos EUA — quando isso acontecer realmente populariza, como nos mp3 players.
Quanto ao Braview, o fato de não ler nenhum formato legal como mobi ou ePub é também imperdoável pra mim. Sem visão nenhuma. Só perpetua a idéia de que ebook é PDF. E acredito que o suporte a PDF deva ser capenga,.
A Sony havia atingido um ponto de excelencia com o PRS-505, mas com a entrada de touch-screen e essa nova geração de aparelhos ela deu umas escorregadas boas. O problema é que pra ter uma tela com toque e ótimo contraste precisa de tecnologia mais cara — como no iLiad, ou ao menos tecnologia inovadora.
pois é, quanto ao touch screen eles roubaram minha idéia, em vez de fazer a tela de leitura ser touch screen, bota uma outra tela em baixo para isso, o nook é assim. acho que a principal vantagem disso é evitar aquela renca de botão: tipo vc não precisa dos botões de teclado e navegação ao mesmo tempo na tela.
quanto ao pdf do braview, eu acho que eles foram é espertos. a verdade é que a maioria do povo ainda não sabe do epub simplesmente porque é novo. eu msm quando fiquei sabendo desses e-readers mais de ano atrás pensei logo em pdf. com certeza na medida em que epub ganhar força eles terão que rever isso.
Mas será que teria sido tão custoso colocar ePub logo de uma vez? Veja só, Davi, eles não vão vender esse primeiro modelo pro povão — eles não só não conhecem ePub como não conhecem ebook readers, e dado marketing quase inexistente da Braview vão continuar sem conhecer.
Então quem é o mercado deles hoje? Eu, você.. as pessoas que entendem algo sobre isso e podem ser early adopters. E pra essas pessoas ter só PDF, e olhe lá, não justifica os R$400. PDF ainda é melhor lido num computador (ou em Kindle DX, iLiad.. mas aí o negócio encarece).
Oi gente, alguém já comprou pelo BH Photos? Estava olhando e fiquei tentando a comprar por lá… Eles tem o 505 e o 600. Alguém sabe dizer se é seguro? Be Szpilman, vc pode dar mais detalhes do que vc chama de escorregadas dos touch-screem da sony?
Obrigado
Olá, Fernando. Não sei lhe dizer se é seguro comprar, via internet, produtos da B&H Photo Video (se é esta a loja a que você se refere). O que posso dizer é que já comprei diretamente na loja e o pessoal é muito profissional. A coisa é de uma organização incrível.
Oi Fernando. São escorregadas metafóricas, erros de design — como o davielp mencionou, a touch screen faz com que a tela dos modelos 600, 700 e 2121 tenha muito menos contraste que no 300 ou 505, e segundo o davielp a tela não é muito sensível ao toque (i.e. precisa apertar). Mas embora pudesse ter sido melhor implementado, eu não deixaria de comprar um PRS-600 por causa disso. Veja meu post comparando os modelos, embora não cubra todas as dúvidas.
Se a B&H mandar para o Brasil e o preço for bom, não vejo porque não. Fique atento somente a eventuais taxas de importação de 60% sobre produto+frete que pode ter de pagar. Realmente, como o Luiz falou, são super confiáveis.
Essa é boa: já viram o e-reader da ASUS, que deve ser lançado nos Estados Unidos ainda esse ano? Já vi fotos. Tem duas telas (você pode ler como se fosse um livro) que parecem ser coloridas, além de enormes.
Engraçado: fico pensando se o “bichinho” não será um trambolho incômodo e pesado. Ora, o bom do e-reader é segurá-lo com uma mão só (ou com as duas, mas só se você quiser)… Além disso, a tela do ASUS parece excessivamente brilhante (pelo menos nas fotos que eu vi).
Não sei, mas fico pensando que os e-readers, que nem bem começaram a existir, já estão começando a se tornar monstros tecnológicos. Vão fazer de tudo, tal como os celulares de hoje em dia. Tenho a impressão de que a leitura, isto é, o fim para o qual eles foram concebidos, acabará se tornando um mero acessório…
Ah, pelo menos o ASUS terá uma vantagem: dizem que será o reader mais barato do mercado.
Pois é, Luiz, é a chamada convergência. Com o Nook e esse da ASUS, podemos ver uma intersecção com as funções de celulares modernos. E tem ainda os prometidos celulares “pergaminho”, que desenrolam uma tela de e-ink dobrável para leitura. Já viu? Convergência pura!
Esse da ASUS é com LCD, com certeza, daí o preço. Não atende a todas as convenções dos ereaders atuais, mas pro consumidor mediano isso não faz a menor diferença. Ele só vai entender que cansa mais a vista e dura menos a bateria depois que tiver comprado.
pois é, depois de encolherem e afinarem, os celulares voltaram a ficar parrudos, cheios de funcionalidade. mas isso acontece com todo gadget popular porque depois que a coisa começa a se popularizar, é preciso variar os produtos para diferenciar, começar a atender a nichos cada vez mais espeíficos de mercado acaba ficando crucial. Isso não significa que ereaders mais simples vão deixar de existir assim como os celulares que só servem como telefone.
além disso,acho que ereaders não vão conseguir competir com os celulares como o “gadget pessoal” obrigatório e que reúna as várias funções que uma pessoa espera de um gadget dessa natureza hoje. talvez a única coisa na qual os ereaders podem se sair melhor que os celulares no futuro seja navegação na Internet, o que com certeza é um ponto importante.
celulares já estão bem estabelecidos, sua função primordial é muito mais importante pra qualquer um do que a função primordial de um ereader.
a propósito, este é o review que eu li que critica muito a funcionalidade touch screen:
http://www.mobileread.com/forums/showthread.php?t=56856
“…I dislike it, it’s a lot more effort than pressing a button, especially since you have to press relatively hard…”
depois de ler isso fui atrás de videos (no youtube) que mostram o pessoal apertando a tela e em alguns parece haver algum esforço, e em outros não… existem dezenas de videos sobre os prss da sony, dêem uma olhada lá.
todos os outros reviews que eu li elogiam a funcionalidade touch (fora a questão do reflexo), mas levei esse em consideração porque o cara comparou os quatro e foi bem detalhista.
mas sinceramente, olhando mais videos agora, não parece haver esforço nenhum. olha só que legal:
http://www.youtube.com/watch?v=PTtwqWt5U98
e tem esse tbm:
http://www.youtube.com/watch?v=C2y41XnRFGU&feature=related
Na verdade, Davi, eu considero a funcionalidade touch útil para fazer anotações (highlighting e escrever notas à mão) e para clicar numa palavra e ver a definição dela. Acho o mais importante, o que faz sentido, e na verdade considero a única funcionalidade que realmente faz sentido.
Quero dizer que sou totalmente da opinião da quote no topo do seu comentário, do forum da mobileread. Acho que um botão é infinitamente mais utilitário, usar o dedo pra trocar a página me parece um artifício de marketing pra vender o aparelho. Mas sou suspeito nessa opinião, veja, eu uso o dedo sublinhando as palavras quando leio. Por isso a funcionalidade só me atrapalharia.
pois é, eu imaginava que essa coisa touch servia só para apertar botões e virar páginas, o que eu acho superfluo, agora selecionar palavras e até “rabiscar” o livor como o video mostra já é muito mais interessante.
achei o máximo quando vi o sujeito rabiscar o livro, eu me imagino fazendo muito esse tipo de coisa. o único problema de rabiscar um livro é que você estraga ele, agora com arquivo digital, é só alegria.
Justamente! Falei exatamente nisso no artigo 6 Vantagens Do Ebook Reader que postei ontem.
Sonho com um Kindle ou Sony Reader desde que eles surgiram, mas como eram vendidos só para residentes nos EUA,comprei uma Palm Tx mas não me adaptei à tela muito pequena. Leio livros nos micros, mas me canso em poucas horas, tanto devido à tela como à postura (nada como uma poltrona ou sofá para se ler!). Sempre pensei: porque a Palm não lança uma máquina com 6″ de tela? Preço, provavelmente… Gostei muito desse seu site, vou acompanhar as notícias e decidir no início do próximo ano, se compro um Kindle ou outro leitor. Abraços a todos!
Nossa Radoico compra um Cool-er da gato sabido é ótimo, eu li no pc mas depois que comprei o meu Cool-er só leio nele é demais.
Be Szpilman,
Gostei muito do site… parabéns! Bastante esclarecedores os artigos e muito boa a iniciativa da biblioteca.
Tentei adicioná-lo no twitter, mas não o encontrei…
Bom, estou iniciando na vida de leitura digital, ou pelo menos pretendendo…
Estou em dúvida com relação ao modelo, se o prs-300 ou o prs-600… Por não estar acostumado, estava pensando no 300, pois como foi dito nesse tópico mesmo, tem maior contraste e se assemelha mais a um livro… porém, funções do 600 como a possibilidade de fazer anotações e marcações seriam BASTANTE ÚTEIS…Se não fosse pelo reflexo já haveria decidido pela aquisição deste último! Quanto ao dicionário dele,alguém sabe informar se só tem inglês mesmo?
Além disso, a maioria dos livros que encontro pela internet atualmente ( infelizmente é dificil conseguir comprar um ebook em português )estão no formato pdf, e lendo por aí vi bastante críticas aos readers atuais quanto à leitura de pdfs… Qual o problema com esse formato? A maioria de ebooks que possuo ( costumo ler no computador! ) são em pdf ou txt, eu teria problema para lê-los tanto no prs-300 quanto no 600?
Por último, tendo em vista que reproduziria mais arquivos em pdf e txt, como já mencionado, com qual reader me adaptaria melhor? Qual recomendam? Peço o conselho daqueles que possuem ou já tiveram a oportunidade de manusear um, afinal, não terei chance de fazê-lo ao comprar… Um conhecido trará para mim.
Me desculpem tantas perguntas, mas prometo que assim que adquirir o meu reader participarei contribuindo!!!!!!
Quanto aos brasileiros, acho que, pelo menos esses primeiros, não serão sequer comparáveis aos importados… Não compraria agora!
Abraços…
Acabei de adicioná-lo no twitter… Drcll!!!
Bruno e Radoico, obrigado, mas o site e iniciativa são do Eduardo Melo, grande amigo, eu faço o que posso para agregar conteúdo — e que bom que lhes foi útil
Bruno, acho o PRS-600 uma boa escolha. O PDF, desde que seja de texto, tem um bom suporte dos aparelhos da Sony desde o 505, mas nunca de fato usei nenhum além dele. Se a decisão fosse minha, eu trocava o contraste pela capacidade de dicionário e anotação. Realmente não sei informar se tem dicionário português, talvez alguém que o tenha possa informar melhor (é possível que em sites americanos como mobileread.com ensinem como botar dicionário em outras línguas)
Quanto ao twitter, acabei mudando meu nome para @bszpilman, e deixei essa @beszpilman que você adicionou apenas para inglês. Vou te adicionar nela!
Radoico, o mais próximo de um palm com uma tela grande é o Alphasmart Dana. Não é tão bom para ler quanto para escrever, trata-se de um teclado com uma tela de LCD, onde pode-se tomar notas e escrever textos num aparelho mais portátil e leve do que um computador. Seria para a escrita o que um ebook reader é para a leitura, pois sua bateria também dura semanas, e fica na mesma faixa de preço. Nunca usei este modelo, mas tenho uns mais antigos e eles cumprem muito bem sua função. Mas na verdade o modelo Dana é o único que roda o Palm OS, então talvez seja ainda melhor para ler do que imagino.
Parabéns ao Eduardo Melo pela iniciativa do site então e à vc pela colaboração! RS
E valeu pelo site… estava procurando um como esse, o mobileread!
abraços
o ideal mesmo seria ter dois né, um menos trambolhudo que você possa usar enquanto está na rua, ler em qualquer lugar, tipo ônibus ou lanchonete, sendo que nesse caso você vai fazer uma leitura superficial, sem necessidade então de teclado e dicionário. Periódicos por exemplo. E onde também provavelmente você não vai querer ficar procurando uma posição o tempo todo pra evitar o reflexo (imagina isos num ônibus). Pra isso o 505.
e outro que você possa usar para ler livros que você queira destrinchar, ler com mais cuidado. No conforto da sua casa ou trabalho, sentado ou deitado, onde você procure uma só posição pra evitar o reflexo, e fique nela um bom tempo. pra isso o 600 ou 700 seriam a resposta.
eu realmene me incomodo com essa coisa de leitura ruim.
Haha, verdade. Quando a leitura é confortável, esquecemos do meio (papel, ereader) e nos absorvemos completamente no conteúdo. Nada pior que ter que ficar trocando de mão, posição, etc.. a coisa não flui.
Tenho dificuldade em escolher leituras superficiais (periódicos não os leio), quero dedicar atenção total e poder anotar todas elas. Um problema.
O modelo da Braview devia ser mais barato (por R$150,00 até da pra encarar. Apesar dos recursos prometidos, o da Mix D tem um gabinete enorme e uma tela proporcionalmente muito pequena, sem falar no visual brega de aço escovado. Minha esperança é dar tempo ao tempo e aguardar o Plastic Logic Que III, que além da tela de toque tamanho A4, provavelmente já será em cores…
já estamos em fevereiro e ainda não vi o tal leitor da braview pra vender, nem tem nada no site dela, acho que ela está perdendo o bonde, e-readers mais muito mais sofisticados estão barateando e o leitor braview não mostra a cara.
o mesmo para o mix-d, eu não imaginava que esse mercado iria evoluir tão rápido, cada vez mais aparelhos e várias empresas e mais baratos, e agora com esses tablets vindo aí.. acho que quando esse mix-d sair no segundo semestre já estará defasado.
o preço do ipad é baratíssimo para o que ele faz e com certeza vai empurrar o preço dos e-readers internacionais para baixo (bem como os outros tables que sairão até o fim do ano), esses nacionais simplesmente estão demorando demais.
Concordo que serão engolidos, já vão nascer no esquecimento. Se o público potencial (os early-adopters) já era pequeno, agora está para ficar muito menor.
Se sair um dos dois realmente compraria, o ipad não concorre para mim com os tablets e seus displays sem e-ink ficam na mesma de ter um netbook em mãos. para alguem q precisa ler por horas sem cansar o e-ink é ainda é a melhor opção.
E até onde sei de 400 reais para os 1000 do kindle com imposto de importação ainda fazem muita diferença
realmente. A Amazon ta fazendo “bromozão” do Kindle por $189. Acho que até ainda vale importar, pois mesmo sendo nacional, vai saber se a coisa dura mesmo….
A Positivo esta por lançar seu leitor de ebook por 750,00 pilas… bem que podia ser mais barato….