Adam, da Notion Ink: enfim um competidor à altura do iPad
Pegue o principais defeitos do iPad: não rodar Flash, nem ser multi-tarefa, a ausência de câmera embutida, o sistema fechado, a bateria que dura apenas dez horas, a tela muito brilhante para leitura. Conserte tudo isso. O que você obtém? O Adam, o Tablet da empresa Notion Ink.
A empresa é uma start-up indiana. Ela chegou a divulgar o Adam durante a CES, em Las Vegas, no mês de janeiro. Lá o Adam chamou atenção da mídia especializada pela tela com tecnologia PixelQi – que permite alternar entre um modo a cores, igual ao LCD comum, e um modo preto e branco, ultra-econômico em consumo de energia e visualmente igual ao dos e-readers atuais, como o Kindle e outros. Só que, em janeiro,o Adam foi divulgado em meio a outros zilhões de candidatos a Tablets e pouca gente deu a devida atenção. Nnguém levou muito a sério.
Só que agora o produto entrou em fase de produção e a empresa realmente está levando seus planos em frente. A disponibilidade para os EUA está prevista para junho/julho de 2010, apenas 3 meses após o iPad (previsto para abril/maio). A Notion Ink já anunciou, também, que os preços irão variar entre US$ 327,00 e US$ 800,00. Em termos de especificações, o Adam dará um baile no iPad:
Adam, um produto de primeira
A tela PixelQi do Adam permite ler conteúdo como se o aparelho fosse um e-reader - economiza bateria e melhora a qualidade da leitura
O Adam usa o Tegra2, chipset de ponta da nVidia para computadores e sistemas portáteis, que dá poder de processamento e privilegia aplicações gráficas. Além disso, essa plataforma suporta vários sistemas operacionais – ou seja, o dono de um Adam terá liberdade de trocar de sistema, se esse for seu interesse. Assim como o sistema, o navegador de Internet também não será monopolizado: Chrome ou Firefox irão rodar no aparelho. Ao contrário do iPad, o Adam terá, sim, saída HDMI e 3 portas USB – você poderá conectar não só um teclado ao aparelho, como ainda a sua máquina fotográfica, tudo ao mesmo tempo – no caso do iPad, que só tem uma porta proprietária da Apple, isso não é possível. O Adam será distribuído usando o sistema operacional Android 2.1, portanto, também contará com a crescente oferta de aplicativos dessa plataforma. Como se não fosse bastante, promete uma experiência diferenciada para os leitores de e-books: até 160 horas de bateria no modo de leitura (com a luz do LCD desligada). Com o LCD ligado, a Notion Ink promete até 16 horas de duração da bateria. A tela de 10” também dará show na exportação de vídeo em Full HD, 1080 pixels, sendo que a resolução da tela do próprio Adam será de 1024×600 pixels. Como se ainda não bastasse, o processador Dual Core de 1GHz permite usar mais de um aplicativo ao mesmo tempo. Em termos de hardware, o aparelho oferece câmera embutida de 3 megapixels com foco automático, sensor de luz ambiente, acelerômetro, GPS e touchpad. Armazenamento? Terá entrada para cartão SD. A empresa não revela, mas para o aparelho ser minimamente competitivo, terá que vir pelo menos com 16GB de armazenamento embutido. A conectividade será via 3G, Wi-Fi e Bluetooth, variando conforme o modelo.
Posicionamento do Adam no mercado
O modelo mais simples terá a tela igual ao iPad, ou seja, apenas o LCD reflexivo. Os modelos mais caros serão equipados com a tela PixelQi (veja detalhes sobre a tecnologia no post sua tela ficou obsoleta). Resta saber se o preço de entrada do primeiro modelo com tela PixelQi será competitivo com o iPad. Se assim for, é de se esperar que as pessoas pensarão duas vezes antes de por a mão no bolso.
A empresa ainda não liberou detalhes sobre os modelos que serão postos à venda. Porém, considerando a variação do preço do produto entre US$ 327,00 até US$ 800,00, o modelo mais barato deverá ser muito simples, com a conectividade bastante limitada (só conexão Wi-Fi?), a tela LCD simples (sem PixelQi), e certamente deficiente em outros aspectos (sem câmera embutida, sem saída HDMI?). O iPad mais basicão, que oferece Wi-Fi e 16GB de armazenamento, é vendido por US$ 499,00. Já o modelo com 3G e 64GB do iPad, o top de linha, sai por US$ 899,00. Se a Notion Ink mantiver os preços que está anunciando agora, o Adam terá um custo-benefício melhor em qualquer hipótese. Se um modelo intermediário com Wi-Fi, tela PixelQi e outros apetrechos for vendido por US$ 499,00 ou menos, já vai balançar até mesmo os consumidores potenciais de outros produtos, como o Kindle DX e o Sony Daily Edition.
Assista a entrevista do site indiano Technoholick com um dos donos da Notion Ink. No final do vídeo, a demonstração do Adam é mais interessante que no começo.
Possíveis contras do Adam
Ok, uma concessão aos fãs da Apple. O design do Adam não é muito bonito. E o aparelho não terá os 140 mil aplicativos da App Store do Steve Jobs. Certo. Mas quem precisará de tantos aplicativos? E entre um produto bonitinho, mas ordinário; e outro pobre, mas limpinho, honesto e trabalhador, com chance de ainda ser mais barato… vai ser no mínimo um jogo duro.
O preço, além das funcionalidades, vai ser decisivo para o Adam, e todos os outros concorrentes do iPad que ainda virão. Os netbooks nunca teriam se popularizado se fossem caros. Um aparelho de US$ 800,00 é muito salgado, por mais funções que tenha. Por isso os fabricantes de netbooks e e-readers ainda conseguem dormir à noite: sabem que ainda vai demorar para os tablets chegarem num patamar de preço competitivo. Porém… se tivermos quase todas as funções que o Adam promete entregar, por US$ 327,00… aí a história muda.
Fontes:
Sneak peek video notion ink adam/
Ten reasons why we are excited about notion ink adam/







Este site tem sido minha atualização semanal sobre ereaders e só tenho a agradecer à Editora Plus. Repassei o link a todos os meus amigos que estão loucos por um ereader. Mas confesso que me entristece saber que provavelmente nenhum destes chegará ao Brasil tão cedo. Mesmo que tragamos do exterior, o Wifi/3g provavelmente não funcionaria, ou funcionaria com limitações. Mesmo os maiores como Sony e B&N simplesmente não tem previsão de lançar seus ereaders no Brasil (absurdo! em especial a Sony). O tempo vai passando e eu vou me convencendo de que o caminho vai ser comprar um Kindle mesmo, pois só o que quero é ler… nada mais que isso… Abraços a todos!
Se ele roda android ele terá acesso aos 55 mil apps da Android Store.