Bezos pede desculpas por apagar livros do Kindle
da Redação, em 23/07/2009
Certamente é significativo esse desfecho. Após apagar dois livros (1984 e Revolução dos Bichos, do Orwell) de milhares de usuários do Kindle nos Estados Unidos, Jeff Bezos pediu desculpas no fórum de usuários do Kindle. O prejuízo de imagem da Amazon foi grande o suficiente para provocar o pronunciamento do seu fundador e CEO.
Felizmente, outros aparelhos de leitura de e-books, como Sony Reader, Iliad, Cybook, não ficam presos a uma conexão wireless permanente com seu fabricante, o que evita invasões das empresas nos catálogos dos leitores.
Espera-se que a Amazon tenha aprendido a lição e não repita isso. Uma coisa positiva no episódio: os usuários do Kindle deram-se conta do que significa ficar presos a um único fornecedor de livros. Nos termos de uso do Kindle, inclusive, a Amazon garante-se o direito de apagar todo o catálogo de um usuário, se a empresa considerar que houve uso indevido. Quem vai querer correr esse risco? Para isso que existe concorrência.
Possibly Related Posts:
- O primeiro Audiobook da Plus está na rua! Aurora Digital
- Tradução+ | What Matters Now
- Na Campus Party, Plus lança o Tradução+: projeto de tradução colaborativa de livros
- A guerra começa: entrada da Apple no mercado de e-books faz Amazon aumentar direitos autorais para 70%
- Se a Apple vai sacudir o mercado de e-books, será que a Amazon cai da árvore?
Publicado em: (Notícias)





Comentários (5)
Marcelo
27 / 10 / 2009 - 13:25
O direito dos outros termina onde começam os meus. E vice-e-versa…
Podemos adquirir E-book Reader´s de outros fabricantes, que não seja o Kindler, que não detenha software de leitura proprietário, e ainda permitam o download livre diretamente do PC, aceitam armazenamento em cartões de memória (inclusive posso emprestar esses cartões de memórias para os meus amigos)lêem uma diversidade de textos (DOC, PDF, e-PUB, MP3) e não ficam invadindo minha “biblioteca eletrônica” como se fosse um Inquisidor da Idade Média à procura de leitura proibida.
Precisamos de alguém que entre em contato com OS MUITOS FABRICANTES de e-book readers que existem na China e UE, e trazê-los pra cá
Be Szpilman
29 / 10 / 2009 - 10:50
Os ebooks só vão de fato alavancar quando forem realmente análogos aos impressos. Isso quer dizer que voce deve poder emprestar ou fazer o que quiser com seus livros comprados, e a empresa nenhuma deve ser permitido fuçar sua biblioteca por motivo algum.
Quando aos e-readers chineses, são muito bons os bichinhos, tenho certeza que logo logo mais modelos serão trazidos para cá.
Radoico Guimarães
6 / 11 / 2009 - 17:31
Agora fiquei curioso… Então dá para colocar livros “de fora” no Kindle? Ou houve algum racker que roubou material digital da Amazon e o distribuiu por aí? Não é que queira fazer o mesmo, mas o caso mostra que não existe tecnologia 100% à prova de ” uso livre”.
Be Szpilman
7 / 11 / 2009 - 10:49
Sim, você pode botar livros em mobipocket sem DRM. Os da Plus são compatíveis, por exemplo, só baixar a versão mobi e transferir por USB.
Radoico Guimarães
8 / 11 / 2009 - 17:48
Muito bom, assim não existe escravidão total à Amazon. Ponto para o Kindle, apesar de, acredito, a Amazon não gostar muito dessa possibilidade, porém sem impedí-la.
Deixe um comentário