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Abrimos nosso Fórum em fase beta. Tem dúvidas? Participe! Tem respostas? Participe também!

Abrimos semana passada um Fórum aqui na Plus, para tornar nossos contatos mais fluentes e dinâmicos. Por sugestão do Bernardo Szpilman, instalamos um sistema de Fórum integrado ao nosso site. Você pode ler e acessar o Fórum da Plus livremente, basta fazer um cadastro bastante simples.

Se você tem dúvidas sobre e-books, está em apuros com seu e-reader, quer entender mais sobre e-books… se é um autor ansioso em publicar seu livro e dividir suas histórias, ou é só um leitor voyeur… agora a Plus tem esse espaço, onde as dúvidas e idéias de alguém, podem ser respondidas prontamente pelos demais!

Para quem ainda não tem um cadastro, é fácil de fazer:

  1. Informe um nome de usuário e seu e-mail nessa página. Responda a pergunta e clique em “Registrar”;
  2. Um e-mail será enviado com uma senha aleatória. Clique no link fornecido para fazer seu login;
  3. Se você quiser, poderá informar alguns dados pessoais, ou trocar sua senha (no botão Mudar Senha). Se não quiser, já poderá criar um novo tópico ou responder aos existentes.

Por enquanto o Fórum abre em fase beta, para testarmos e adaptarmos esse novo ambiente às necessidades dos leitores, visitantes e colaboradores da Plus. Então, ajude a Plus! Inscreva-se no Fórum e participe!

Tradução+ | What Matters Now

A Editora Plus, em parceria com o site Empreendedorismo do Bem, está se propondo a oferecer aos lusofonos a tradução do excelente What Matters Now, livro organizado pro Seth Godin e Ishita Gupta que conta com 70 mentes influentes e atuais, de blogueiros a CEO’s, passando por diversos escritores bem sucedidos. Cada um fez uma página, sucinta mas impactante, com o que considera mais importante no mundo de hoje, na internet e nos negócios. O livro é distribuído gratuitamente, desde Dezembro de 2009, e o intuito é que se faça com que ele chegue ao maior número de mãos (olhos) possível.

Seth Godin é um dos marketeiros mais influentes da nova mídia, com uma pá de livros publicados e bem sucedidos. Temos, via contato direto, a explícita permissão de Seth para fazer esta tradução e distribuí-la gratuitamente, nos formatos e qualidade consagrados da Editora Plus. Segue a permissão bem como a condição colocada por Godin:

I can send you the file (…) but you’ll need to indicate at the front that the translation isn’t approved by the authors… in other words, you guys are responsible for the translation, not us!

Ou seja, estou eu, Be Szpilman, responsável pela tradução e por garantir que nosso conteúdo represente o conteúdo original, em inglês. Esta iniciativa está totalmente aberta a colaboradores, para participar basta se inscrever via http://editoraplus.org/traducao/

iPad… ou iBode? Pensando sem “oba-oba” sobre o lançamento da Apple

A melhor maneira de experimentar a web, e-mail, fotos, e vídeo. Nem o site da Apple afirma que o iPad é a melhor alternativa para ler livros... pense nisso.

A melhor maneira de experimentar a web, e-mail, fotos, e vídeo. Nem o site da Apple afirma que o iPad é a melhor alternativa para ler livros... pense nisso.

Bom, aqui na Plus vivemos o pensamento plural na prática. O Be Szpilman acha que o iPad vai liquidar com o Kindle & Cia. Eu sou mais moderado. Acho que, da forma como está, o iPad está mais para iBode, do que para matador de Kindles ou netbooks. Aqui vai a minha visão.

Chamado de tantas coisas, ele finalmente foi lançado. Será o iPad o matador de Kindles/Netbooks/Smartbooks, que o Steve Jobs diz que é? Será que os consumidores de e-books irão migrar em massa para esse aparelho e Amazon/Sony/etc. comerão poeira?

Antes de pensar em e-books:
o iPad em geral

Do ponto de vista do design e da beleza, a Apple é vencedora, sem discussões.

Do ponto de vista das funcionalidades, o iPad não é tão superior assim. A versão mais barata, que custa US$ 499,00. Tem apenas 16GB de vídeo e não tem 3G. Quantos vídeos com qualidade razoável, de DVD, caberiam no aparelho? Poucos. Imagine ter várias coisas juntas: fotos, músicas e filmes. É pouco espaço. O aparelho não fornece conexão USB e basicamente elimina várias possibilidades, a principal delas: os modens 3G USB serão inúteis nesse aparelho. É o preço do design a la iPhone. Quer um 3G nativo? Mais US$ 130,00. Quer 64GB de armazenamento? Mais US$ 200,00. E 64Gb, o máximo oferecido, nem se compara com os 160GB do mais simples dos netbooks atuais.

Algumas especificações técnicas: pesa cerca de 700 gramas (sem case), medidas de 25×19 cm, com 1,3cm de espessura. E a bateria dura apenas 10 horas, com a tela ligada.

Além disso, o iPad terá acessórios. Conector VGA (US$ 29,00), teclado (US$ 69,00), conector de câmera fotográfica (US$ 29,00) e um case (US$ 39,00). Teclado? Case para proteger o iPad e conector de câmera fotográfica são itens obrigatórios. O teclado opcional surpreende, já que o aparelho oferece teclado na tela, mas a Apple aposta que as pessoas irão considerar substituir um netbook pelo iPad – aí só na tela não deve ser bom o bastante, pelo jeito.

O que o iPad não tem, ou não faz?

- Saída de vídeo;
- Não tem câmera embutida. Video-conferência? Esqueça.
- Não é multitarefa . Rodar dois aplicativos ou mais ao mesmo tempo? Esqueça
- USB;
- Como o iPhone/iPod Touch, não tem Flash. Jogar Farmville no iPad? Esqueça. Abrir sites em Flash? Esqueça;
- Você não pode trocar o sistema operacional por outro que lhe agrade mais;
- Não pode conectar um mouse no aparelho, embora possa conectar um teclado.

Enfim. Difícil imaginar um aparelho, com essas limitações, substituindo um netbook que tem mais memória, mais armazenamento, roda vários aplicativos ao mesmo tempo, conecta vários acessórios via USB, permite conectar ao 3G usando o modem atual e tem câmera embutida. Qualquer netbook bem simples oferece isso, por um preço bem menor (isso considerando valores brasileiros – nos EUA, onde a diferença é ainda maior, nem se fala).

Alguém lembra dos primeiros iPhones? Nem 3G eles eram. Parece que o iPad segue a mesma trilha de “produto em desenvolvimento”. Daqui um ano e pouco, quem sabe lá pela metade de 2011, a Apple não lança um iPad menos limitado?

E-books. Será o iPad um Kindle killer,
ou um iBode no meio da sala?

Irresistível não procurar apelidos carinhosos e pejorativos para o iPad. Para os americanos, pad é o tampão íntimo das mulheres, logo iTampon. A Folha de SP comentou sobre o iPhone de Itu… mas acho que iBode é muito mais sonoro. E no mercado de e-books, o que é o iPad, se não o legítimo bode no meio da sala, que rouba as atenções de todo mundo e nos distrai do principal? Qual seria a experiência de leitura nesse aparelho?

Vejam que o site da Apple não vende a experiência de leitura nesse aparelho como um ponto forte. A imagem que ilustra o começo desse post foi tirada do site da Apple. Nenhuma menção à leitura de livros. E é fácil explicar o porquê disso.

Situação típica de um leitor: na cama. Imaginem a rica tela bem iluminada do iPad. Alguém conseguirá ler na cama com ele? À noite? Nem invertendo a tela com fundo preto e letras brancas, ele deixará de iluminar o quarto – maridos e esposas que lêem na cama, que se cuidem dos parceiros que querem dormir… além disso, ele é grande. E pesadão, comparado com o Kindle, que pesa 200 gramas, ou o Cool-er, que pesa 150. Segurar com uma mão só, nem pensar. Escorar na cama para ler? Pesado vai ser desconfortável.

O principal desconforto desse aparelho, para leitura, será a tela emitindo luz. A tela é LED, tem brilho e contraste excelentes, mas imaginem ler durante vários minutos, ou horas, em um aparelho assim. Não há condições. Se as pessoas se recusam a ler livros em um computador… difícil imaginar que irão ler nesse aparelho. A vantagem de ler em um iPhone, comparado ao iPad, é que no iPhone a tela é pequena e não ilumina tanto assim o campo de visão – sobra muito espaço sem luz, e aí a leitura é confortável. Mas numa tela grandona como a do iPad, a sensação vai mudar muito, comparada à do iPhone. Muito diferente do que temos com as tecnologias não reflexivas, e-ink à frente, que permitem uma sensação de leitura igual à do papel – sem reflexo, com conforto e descanso para os olhos, tecnologia do Kindle e todos os demais aparelhos primo-irmãos dele.

Por enquanto, ninguém está considerando essa questão da luminosidade. Mas virá com o tempo. Se os leitores irão migrar de um aparelho para o outro, de Kindle para iPads? Até pode acontecer. Mas será divertido quando lermos os primeiros reviews de pessoas que fizeram isso. Elas sem dúvida irão “ver” a diferença no conforto da leitura. Leitura é imersão. Não há como ler um pouco, parar, descansar os olhos, ler de novo, quando você está imerso na leitura. O iPad não irá permitir isso. Por isso, provavelmente, será ótimo para navegar na internet, ler jornais e e-mails. São atividades atualmente bem menos imersivas do que a leitura de um livro. Para isso ele foi feito, e para isso será ótimo, sem dúvida.

Além disso, tem a questão da bateria. Viajar com o iPad pode ser frustrante, já que a bateria se esgota num piscar de olhos. Comparado ao Kindle e todos os outros e-readers baseados na tela e-ink, cujas baterias duram semanas… chega a ser covardia.

O iPad, porém, será revolucionário em um segmento: textos educacionais. A tela do iPad permitirá exibir gráficos e imagens com alta resolução, o que será decisivo para muitos estudantes e profissionais. Se a Amazon (e os demais fabricantes de e-readers atuais) quiserem competir com isso, terão de melhorar seus aparelhos ainda esse ano. Ou procedem assim, ou serão engolidos nesse segmento do mercado.

Além disso, a Apple vai abrir uma loja de e-books, chamada iBooks. O visual promete ser bem bacana, imitando “livros nas prateleiras”. Eu penso que isso é cosmético, e se não acrescenta funcionalidade, não melhor a leitura, para pouco serve. Para leitores ocasionais, pode ser um estímulo bonitinho. E só. O detalhe, porém, é que os livros publicados para o iPad serão mais caros que os vendidos na Amazon, a princípio – na faixa de US$ 12,00 a 14,99. Não é uma novidade muito boa…

A loja da Apple irá matar a loja do Kindle, ou as demais? Muito difícil. A Apple terá concorrentes dentro do seu próprio aparelho, como o Kobo – cujo aplicativo já está pronto para uso no iPad, e a própria Amazon, sem dúvida. Jeff Bezos, por outro lado, agora ganhou um concorrente grande, algo muito saudável para o desenvolvimento dos e-books. Irá dividir mercado com a loja da Apple, terá que se puxar para manter seus clientes.

O iPad vai liquidar o mercado de e-readers? Bom… custando o dobro de um Kindle, pouco provável. Se a pessoa quiser apenas ler, ela não pagar mais caro por isso. Os preços dos e-readers estão caindo a cada seis meses, e tendem a ficar cada vez mais baixos. O tempo dirá. E a competência dos concorrentes, que agora vão correr atrás da máquina.

Concluindo…

O aparelho não é tão caro, considerando que se imaginava que seria vendido por US$ 900,00 (!). Mas ele não entrega nem o que o mais simples dos netbooks entrega. Por mais que o Steve Jobs fique espraguejando contra os netbooks… não tem remédio, assim o iPad não irá substituir eles.

Em relação aos e-books, o conforto da tela será pequeno para leitores habituados à experiência de imersão nos livros. Mas será bem melhor para quem precisa ver gráficos e imagens a cores. Vai atender vários nichos de mercado: estudantes de medicina, engenharia… livros infantis, quem sabe. Mas é difícil imaginar um estudante pagando R$ 1.000,00 ou US$ 499,00 para ler seus livros nele.

De todo modo, o iPad é um produto em desenvolvimento. Ainda pode melhorar muito, antes que o meu dinheiro saia do bolso. Por enquanto… ele está mais para iBode, do que para a revolução da leitura.

“O leitor não vai ter mais o direito à posse [do livro]“, diz coordenador da CBL sobre os e-books

Esse é o e-book planejado pela CBL. Sobre o direito à posse do livro? "Esse conceito muda também". Crédito da imagem: http://skyisgrey.org/blog/dont-buy-drm-ebooks.html

Esse é o e-book planejado pela CBL. Sobre o direito à posse do livro? "Esse conceito muda também". Crédito da imagem: http://skyisgrey.org/blog/dont-buy-drm-ebooks.html

Isso mesmo, não está escrito errado. Foram as palavras de Henrique Farinha, coordenador dos grupos de pesquisa sobre e-books da Câmara Brasileira do Livro, em entrevista à Veja online ontem, 21 de agosto de 2009. De acordo com Farinha, a CBL viu a necessidade de entender os e-books porque as editoras não querem terminar como a indústria da música, “que foi engolfada pela pirataria e a distribuição gratuita de música pela web”. O problema dos nossos editores está no medo e na presunção de que todos os leitores irão piratear seus e-books, se eles forem disponibilizados.

(Se os e-books que as editoras planejam forem tão caros quantos seus livros impressos, que as pessoas preferem fotocopiar ao invés de adquirir o livro, eu também ficaria sem dormir à noite.)

O jornalista da Veja perguntou ao coordenador como funcionaria o sistema para ler livros em e-readers (Sony, Kindle, etc.) e celulares. A resposta de Farinha foi a seguinte:

O cliente terá uma assinatura que dará direito a acessar uma série de conteúdo, sem baixá-lo. Ele não vai ter mais o direito à posse. Aliás, esse conceito muda também, assim como a questão da remuneração dos autores.

Primeira coisa: leitor deixa de ser leitor, passa a ser cliente. Sentiu a diferença? Leitores lêem livros, e o que eles vão vender não são livros: são direitos.

Eles sim, querem acabar com o livro, transformando o que hoje é uma propriedade adquirida pelo consumidor, em serviço – uma espécie de leasing, onde você adquire o direito de ler, e não a propriedade e posse de um produto, no caso, o livro. Se um livro de papel nós podemos trocar, revender, emprestar para os amigos ou até tirar cópias de uso pessoal, porque com os e-books teria que ser diferente?

A indústria da música tentou, inutilmente, seguir esse caminho. Os consumidores simplesmente não compraram as músicas “protegidas” (leia-se: bloqueadas contra cópias), ou pior, piratearam as músicas – justamente porque elas estavam bloqueadas. As empresas não tiveram escolha e passaram a vender os arquivos liberados, sem “proteções”. E desde então, só se ouve falar que… as vendas aumentam. A turma da CBL sabe disso, tanto que Farinha cita nominalmente o iTunes como um caso de sucesso.

Certamente Farinha e o pessoal da CBL se inspiraram no modelo monopolista da Amazon e em alguns sistemas de empréstimo de e-books por tempo limitado, se eles pensam em vender o direito de leitura do livro eletrônico, ao invés dos livros. Em linhas gerais, nesses modelos de negócio o e-book não pode ser copiado, impresso ou emprestado, e se a empresa/editora quebrar, bye-bye, você fica sem acesso ao livro. Pior ainda, o leitor transformado em cliente se torna refém das políticas das editoras/empresas.  Se elas acharem que um livro fere suas políticas, elas deletam o livro – como a Amazon fez recentemente.

Se os e-books forem comercializados de acordo com esse modelo tenebroso, esqueça várias coisas. Esqueça aquela idéia de deixar uma biblioteca enorme para seus filhos e netos. Esqueça ler, daqui a 20 anos, aquele livro que você tanto gosta. Se a empresa quebra, ou se ela não faz novos aparelhos, seus livros ficarão… obsoletos. Ilegíveis. E se perderão no tempo. Já acontece com outras pessoas no exterior, as primeiríssima que apostaram nos e-books. É por essas razões práticas que os e-books precisam ser vendidos sem proteções conta cópia, impressão, etc, sem essa história de “não baixar o conteúdo”. É a melhor maneira de assegurar aos leitores que os livros adquiridos permaneçam acessíveis ao longo dos anos, evitando também que paguem várias vezes pelos mesmos livros.

É uma questão de respeito e consideração pelos leitores. As empresas e editoras consideram que todos os leitores são ladrões, ansiosos por piratear e roubar livros e arruinar seus negócios, então elas precisam se defender deles? Como se a esmagadora maioria dos leitores não fosse comprar os e-books, ao invés de pirateá-los, se eles forem oferecidos em condições de uso e preços justos. O mercado é para quem está disposto a concorrer. Se as empresas têm medo de concorrer e querem se proteger dos seus clientes, azar o delas – outras, mais audaciosas e menos medrosas, certamente vão preencher as lacunas. Nós aqui na Plus trabalhamos para isso. Outras pessoas, e outras empresas, também vão perceber as oportunidades vindo. O capitalismo é belo e genial nessas horas, não parece?

Os e-books atravessam, atualmente, um processo semelhante ao que ocorreu com a música. Claro, há diferenças também. O mercado de e-books ainda não está consolidado, as editoras continuam apostando em saídas de “proteção” (leia-se bloqueio) dos e-books. A Amazon não permite a leitura fora do Kindle – no máximo, a leitura via aplicativo do Kindle no iPhone, e olhe lá. Os leitores adquirem somente o direito de leitura. Já a Sony e outras fabricantes de e-readers, apostam numa tecnologia da Adobe que coloca o livro sob uma proteção eletrônica, muito semelhante à da música, mas que permite cópias limitadas entre aparelhos diferentes, inclusive o computador – algo ainda muito longe do ideal de possuir o livro, mas que segue na direção de devolver aos leitores essa posse que eles sempre tiveram.

O que veremos nos próximos anos é a formação e consolidação de um novo  mercado editorial, baseado em novas cadeias de valores e produtos. E finalmente parece que esse processo também vai ocorrer no Brasil, não sem enormes dificuldades impostas a os leitores, pelo visto. Farinha pensa que os e-books serão mais usados para “conteúdos de referência, não romances”. Que estranho… a maioria dos sites que pirateiam livros pirateiam Harry Potter… Crespúsculo… Dan Brown… Bruna Surfistinha… enfim… o descompasso é muito claro.

Se alguém da CBL ver nosso post e quiser mandar sua opinião, oferecemos o mesmo o espaço, com o mesmo destaque.

Esse é o e-book planejado pela CBL. Sobre o direito à posse do livro? "Esse conceito muda também". Crédito da imagem: http://skyisgrey.org/blog/dont-buy-drm-ebooks.html

E-book as planned by BCB. About book's ownership? "The concept changes". Image from http://skyisgrey.org/blog/dont-buy-drm-ebooks.html

By Eduardo Melo (kindly translated by Bernardo Szpilman)

You’ve read it right. Those are the words of Henrique Farinha, coordinator of the Brazilian Chamber of Books’ ebook research groups, interviewed by Veja online (Veja is the leading mainstream brazilian magazine) yesterday, August 21st 2009. According to Farinha, BCB saw the need to understand ebooks because the publishers don’t want to end up like the music industry, “drowned by piracy and the free distribution of music across the web”. The problem with our publishers lies in the fear and presumption that readers will distribute their ebooks freely, once they are made available.

(If the publishers are planning their ebooks to be as expensive as their printed offerings, which so many people currently photocopy instead of buying the original, I can see why they’re pulling their hair over this matter. And I’d be too.)

Veja’s interviewer asked Farinha how would reading books on ereaders (e.g. Sony, Kindle) and mobiles work out. This was his answer:

The customer will sign up for a subscription, giving him the right to access content without downloading it. And he’ll no longer have the right to ownership. Actually, the concept of ownership changes, as does the matter of author’s shares.

First off: no more readership, now we’re talking customers. Feel the difference ? Readers read books, but they’ll no longer be selling books, only permissions.

They are seemingly the ones about to undermine the market, taking what is today acquired property and twisting into a service – they lease you the right to read, but not property of a good, in this case, the book. If we can exchange, sell, lend or even make a copy of a paperback for backup purposes, why should ebooks work any differently?

The music industry has tried, unsuccessfully, to tread this path. Consumers simply wouldn’t buy “secured” music (read: copy-protected) or worse, they would often break the protection and go on to share it in peer-to-peer networks simply because it was originally blocked. Companies were eventually forced into selling files void of protection, “unsecured”. Since then, sales have been steadily going up. The BCB’s folks are aware of this, to the point of Farinha citing iTunes as success case.

Surely BCB is modeling after the monopolizing sistems Amazon and certain ebook lending services have in place, when they speak of selling the right of reading instead of the book. Generally, in such business models the ebook cannot be copied, printed or lent, and if the digital downloads company or even the publisher goes out of business, you can wave goodbye to you ebooks. Worse yet, the reader turned merely customer becomes subject to the ever-changing policies of his providers. If such providers find any reason to erase or block access to a book for you or for all their customers, you’re left out in the cold – as Amazon has been unfortunate enough to do recently.

If ebooks are marketed following this horrifying model, the law-abiding customer can forget about leaving a cultural legacy to his children and grandchildren, or re-reading after 20 years that book dearest to you (unless you’re willing to “pay for it” again). If the company closes it’s doors, or stops supporting your format of choice, your books become… obsolete. Unreadable. And will get lost in time. It’s already happening to people in other countries, ebooks’ enthusiasts and earliest adopters. For these practical reasons, ebooks need to be sold free as in free speech. No losing access to your content. It’s the best way to ensure readers will have their purchased works available as time goes by, and not having to pay for any given book more than once.

It’s a matter of respect and regard for readers. Why do companies and publishers have as their first and foremost concern protecting themselves from readers, their customer base, as if the reader’s primary concern was stealing and bringing them down ? Are they so certain that the overwhelming majority of readers still wouldn’t legally buy ebooks were they sold under fair prices and terms ? The market welcomes whoever’s up for the competition. If a company’s afraid of competing and decides to protect itself from it’s own customers, that’s her bad – bolder and more audacious ones will step up to fill the gap. We’ve seen it happen in the market for english books, especifically american. We at Plus publishing step up in this sense. Other people and companies will, too, reckon with these upcoming opportunities. Capitalism seems to work it’s magic at these times, doesn’t it ?

Ebooks are currently through a process similar to what music has undergone, their differences aside. The ebook market has yet to reach maturity (and remains a toddler in Brazil), publishers are still after the holy grail of surefire protection against their customers. Amazon restricts reading any piece of their extensive catalog outside of the Kindle – the best you get is a Kindle app for iPhone. Readers are bound to purchasing reading rights only with Amazon, whereas Sony and other ereader manufacturers are converging their formats under Adobe’s ePub, which puts the book under an eletronic protection called DRM, very similar to music’s, and allows a limited number of copies for the user’s different reading devices, including the computer itself. Still far from giving you total ownership and control over your books, but a halfway between what we’ve always had with printed books and had BCB wants for us now with ebooks in Brazil.

What we’ll see unfold in the following years is a reform of today’s publishing market, to ground itself on new sets of values and products. And finally it seems like Brazil is climbing aboard the bandwagon, not without the reader’s share of blunders, it seems. Farinha is of the mind that ebooks have far more potential in the textbook department than in novels or your average paperback. It doesn’t seem in the least to work that way when you see Harry Potter, Stephenie Meyer, Dan Brown, Bruna Surfistinha et al towering over any technical books in the darker corners of the internet. We hope the burocrats who decide things for the consumers get in step with current trends, and that time and maturity eventually give us our good ol’ books turned ebooks to be ours alone.

If anyone from BCB comes across this post and wants to voice your opinion, we offer the same spotlight space.

Participe!

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Os livros da Plus são todos gratuitos, mas possuem um grande valor agregado: o trabalho, voluntário, de profissionais de todo o Brasil. Cada livro, antes de ir ao ar, passa pelas mãos de revisores, capistas, jornalistas, diagramadores, programadores e tradutores, que fazem um trabalho incrível, muitas vezes silencioso, e sempre indispensável.

Por isso, se você tem um talento; se você ama os livros; ou se você não tem talento, nem ama os livros, mas mesmo assim quer dedicar um pouco do seu tempo livre para apoiar nosso projeto, entre em contato. Todos são bem-vindos. E se você conhece alguém que pode nos ajudar, indique a Plus para esse alguém.

Atualmente, a Plus conta com a valiosa participação de:

agnes A jornalista e professora Agnes Mariano é de Salvador. Atualmente mora em São Paulo, onde faz doutorado em Comunicação na USP. Tem livros impressos publicados, mas também acredita nos e-books, por isso colabora com a Plus. agnesmariano.wordpress.com
Antonio Rosa/RJ, capista
daniele Bernardo Szpilman, articulista do site da Plus. Reside em Vitória/ES.
daniele Daniele Mazzini é publicitária, graduada pelo Centro Universitário Franciscano (Unifra) em Santa Maria/RS onde trabalha na Agência Casa Blue. Seus trabalhos podem ser encontrados em: flickr.com/photos/casablue
gabriela Gabriela Rodrigues é estudante de Jornalismo do 7º semestre. Atualmente faz estágio em assessoria de imprensa de uma multinacional. Tem 23 anos, reside em Porto Alegre/RS.
genoveva Genoveva Varela é tradutora de espanhol-português. Reside em Santiago do Chile.
henrique Henrique M. C. Ferreira, Bibliotecário, pós-graduando em Gestão Pública. Nascido e criado em São Paulo – capital, 29 anos. Servidor público da Prefeitura de São Paulo, atuando na Biblioteca Mário Quintana, do CEU Aricanduva, região Leste da cidade.
Na foto, com a sobrinha Tarsila.
isabel Isabel Soares, 36 anos, moro em Poá/SP, sou tradutora/revisora. http://twitter.com/isabelssoares; http://www.facebook.com/isabelssoares.
fernando José Fernando Tavares. Sou gráfico, diagramador e amante de informática e de literatura moderna e antiga, além de colaborador e “torcedor” da Editora Plus! Moro na Itália há 15 anos, em uma pequena cidade do centro Itália chamada Acquaviva, no litoral do mar Adriático. Sou dinâmico e alegre. Trabalho em uma gráfica com a função de técnico gráfico e diagramador de livros e materiais publicitarios. Colaboro com uma pequena editora italiana, a PDC editori (www.pdceditori.it), na diagramação e da editoração de livros e dicionários e dou aulas de português para estrangeiros. Atualmente curso a Faculdade de Ciências da Comunicação.
Sou formado em Teologia e estudos Bíblicos com diversos cursos profissionalizantes na area grafica e de webmarketing. Mantenho um blog, (http://frnando.blogspot.com) em língua italiana sobre uma doença rara, a Síndrome de Guillain-Barré, com o objetivo a ajudar quem enfrenta doenças semelhantes à nunca desanimar!
Creio no Projeto para o Uso do Livre Saber como forma de contribuir para um mundo mais livre, pois o acesso ao livro e à leitura sempre foi condição de crescimento cultural e, de consequencia, de liberdade.
Doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, Tradutora Técnica Juramentada de Espanhol – JUCEMG, Tradução e revisão de Espanhol, Revisão de textos acadêmicos – normas ABNT e outras.
leo Leonel Rocha, 30 anos, é formado em Publicidade pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Após cinco anos de residência nos Estados Unidos, mora atualmente em sua cidade natal, Porto Alegre, onde trabalha como Tradutor Ing-Port-Ing e faz também Pós-Graduação na área.
lineu Me chamo Lineu Oliveira. Bahiano e Soteropolitano. Formado no curso de licenciatura em História pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA e especialista em Relações Internacionais pela Escola de Administração da mesma universidade. Atualmente estou envolvido com uma pesquisa sobre produção colaborativa e descentralizada na internet e suas implicações políticas e culturais, a ser apresentada como projeto na seleção do Mestrado Multidisciplinar em Cultura e Sociedade, FACOM/UFBA. Trabalho como professor de História em um colégio particular. Tenho 26 anos e sou um curioso e entusiasta dos novos modelos de produção, distribuição e acesso à informação, cultura e conhecimento no ambiente de redes digitais.
marise Sou Marise Zappa, dentista e tradutora de espanhol>português>espanhol, e moro no Rio de Janeiro.

É um prazer abraçar a causa voluntária da Editora PLUS, colaborando para a difusão da leitura acessível.

Citando uma célebre fase para enfatizar a importância da leitura: “O homem que não lê é escravo da sua própria ignorância.”

nancy Nancy Licks, atua como revisora voluntária da Plus, escreve sob o nome Nancy Lix. Nasceu em São Leopoldo; reside em Novo Hamburgo, RS. Astróloga, poeta e escritora, recebeu os prêmios VejaBlog e Dardos com seu blog literário “Lua em Refração”, do qual foram extraídas as poesias do e-book homônimo lançado pela Plus em 2009. Em dezembro/2009, publica ainda Antologia Poetas Pela Paz e Justiça Social II (Editora Alcance). Outras publicações de contos e poesias da autora podem ser encontradas no Recanto das Letras e Portal Literal.
raphael Raphael Brito Carneiro, 23 anos, é jornalista e atualmente trabalha no jornal Tribuna da Bahia, no Portal da Rádio Metrópole e colabora com o Jornal da Metrópole. Pela Editora Plus lançou o livro-reportagem Ba-Vi: uma paixão sem limites, que conta um pouco da paixão das torcidas dos dois maiores clubes do Nordeste: Bahia e Vitória.
sergio Sergio Pinheiro Lopes, tradutor público, intérprete comercial e escritor. Tem 56 anos. http://sergiopinheirolopes.blogspot.com/
tassiana Tassiana de Brito Viana Marques, 25 anos, residente em Niterói, RJ. Formada em Letras Português/Latim pela UERJ e especializada em Latim, também pela UERJ. Revisora freelancer e professora de Português e de Latim.
tiago Tiago Santos Lima, 22 anos, residente em Curitiba. Ex-estudante do curso de letras, atualmente cursando direito.
- Vitor Cei nasceu em Vitória – ES. Mestre em Letras (Estudos Literários) pela Universidade Federal do Espírito Santo, graduou-se em Filosofia e Comunicação Social (habilitação em jornalismo). Trabalhou como professor de filosofia e literatura brasileira na UFES. Atualmente é pesquisador do grupo Ficcionalidades e voluntário da Editora Plus.

Sobre a Plus

Histórico

A Plus é uma entidade sem fins lucrativos, oficialmente chamada Projeto para o Livre Uso do Saber – daí o nome “Plus”. O propósito da Plus é derrubar as barreiras que seperam as pessoas do conhecimento. Ambicioso, não?

O meio que encontramos para realizar esse objetivo foi abrir uma editora, mas não uma editora como as outras. Uma editora que publicasse apenas e-books e sempre os distribuisse de graça – respeitando os direitos autorais dos autores, é claro. Assim nasceu a Editora Plus e este humilde site.

Estamos na Internet desde o final de 2008 e desde então publicamos mais de 40 livros, mesclando textos científicos, literários, jornalísticos e clássicos da literatura. Esse volume extraordinário e grátis foi produzido graças ao apoio de um número crescente de voluntários, profissionais ou entusiastas do livro, que colaboram e viabilizam nossas edições (se você também quiser participar, é simples, veja como), trabalhando na revisão, edição, ilustração, diagramação, divulgação, enfim… em todas as etapas da produção do livro.

Em meados de 2009 organizamos nosso primeiro projeto colaborativo, chamado Faça um e-book na escola. Neste projeto, professores organizam seus alunos para escrever e produzir um livro coletivamente. A Plus entra com a produção e divulgação do e-book. É o nosso maior sucesso, que já produziu 4 livros e mudou a vida das pessoas que se envolveram com ele, em escolas de Porto Alegre/RS, Juripiranga/PB ou até mesmo na Itália.

Vendo que trabalho colaborativo é algo poderoso, passamos também a investir em traduções, inicialmente de obras selecionadas do catálogo da própria Plus. Em janeiro de 2010, iniciamos o projeto Tradução+, uma aposta em traduções colaborativas de textos disponíveis ao público em domínio público ou via Creative Commons.

Se no começo funcionávamos como uma editora tradicional, que recebia originais de autores e publicava os melhores, com o tempo a Plus foi assumindo um caráter de movimento. O objetivo de divulgar o conhecimento de forma livre se expandiu para além de apenas distribuir e-books de graça.

Nessa curta existência, fomos a primeira editora do Brasil a publicar livros para celular, e a primeira a publicar livros em ePub no Brasil, standard mundial para livros eletrônicos da IDPF (International Digital Publishing Forum), quando quase ninguém, no Brasil, sequer sabia o que era isso. Temos orgulho disso.

Nada do que você vê aqui foi realizado com dinheiro de empresas, Estados ou governos. Nossos voluntários dão uma força quando precisamos. Eventualmente recebemos um reconhecimento e apoio institucional de empresas, como da Rede Vivo Educação, mantida pelo Instuto Vivo (da empresa de telefonia).

Como participar

Parece simples… e é mesmo!

O primeiro passo é registrar-se no site da Plus.

Em seguida consulte a página do projeto que você quer participar. Cada projeto tem uma dinâmica própria para realizar seus trabalhos e geralmente, algumas regras de funcionamento.

Em caso de dúvidas, use o nosso Fórum para fazer suas perguntas.

Expediente

PLUS – Projeto para o Livre Uso do Saber
CNPJ 09.586.093/0001-52

Responsáveis:

Fundador e editor geral: Eduardo Melo

Editor ajunto: José Fernando Tavares

Notícias de tecnologia: Bernardo Szpilman

Colaboradores

A lista é grande, consulte aqui.

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